Em 30 minutos, FAO entrega auxílio em áreas hostis do Sudão do Sul

5 outubro 2015

Operações de resposta rápida ajudaram cerca de 60 mil famílias que sofrem de insegurança alimentar; cerca de 2,3 milhões de pessoas ainda estão em risco de ficar sem comer.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, disse que aproveita o máximo de 30 minutos para entregar insumos em operações aéreas em áreas hostis do Sudão do Sul.

Trata-se de uma alternativa para fazer chegar auxílio rápido e seguro às regiões marcadas por problemas de acesso e preocupações de segurança.

Doenças

De acordo com a agência, esses fatores limitam severamente a chegada de auxílio às comunidades remotas e isoladas das áreas afetadas pelo conflito nos últimos meses.

No país com mais de 2 milhões de deslocados, a FAO quer ajudar aos agricultores, pescadores e pastores a "plantar, pescar e proteger os animais de doenças fatais" nos locais onde estão abrigados.

Famílias

A operação de resposta rápida da agência já ajudou a cerca de 60 mil famílias afetadas pela insegurança alimentar nos estados de Jonglei, Unidade e Alto Nilo.

Nessas regiões, os estoques alimentares estão a esgotar e este ano a maioria das famílias não pode praticar a agricultura ou a pesca.

Insegurança

O auxílio dado pela FAO inclui 430 mil kits distribuídos para apoiar os cerca de 2,3 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave e de desnutrição desde o início do ano.

O gestor da Resposta de Emergência para o Sudão do Sul disse que a estação das chuvas está a dificultar o acesso rodoviário e aéreo regular em muitas áreas do Sudão do Sul.

Abdoul Karim Bah explicou que, por isso, a FAO tem vindo a utilizar helicópteros como o único meio possível para chegar a essas comunidades.

Oportunidade

Com o cessar-fogo, a meta da agência é "tirar partido de pequenas janelas de oportunidade" para distribuir ajuda. O movimento aéreo permite chegar rapidamente a áreas que não foram alcançadas desde o início do conflito.

Até 1 de outubro, foram entregues mais de 70 mil kits de subsistência que incluem sementes de hortaliças e materiais de pesca. O objetivo é melhorar a alimentação e combater as altas taxas de desnutrição com uma dieta variada.

Nas áreas de alto risco, a FAO realiza atividades de controlo para evitar focos de doenças animais. As ações incluem a  entrega de medicamentos e de vacinas.

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