Operações militares levam ONU a suspender ajuda humanitária na Síria
BR

2 outubro 2015

Intervenção planejada era parte do acordo de cessar-fogo em quatro cidades do país; equipes das Nações Unidas e parceiros já estavam preparados para implementar as medidas humanitárias.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas precisaram suspender nesta sexta-feira uma intervenção humanitária que estava planejada na Síria. As recentes atividades militares no país são o motivo do cancelamento.

Essa ajuda humanitária fazia parte de um acordo de cessar-fogo em quatro cidades: Zabadani, Madaya, Fua e Kefraya. Agências da ONU e parceiros já estavam com tudo pronto para implementar as medidas humanitárias previstas no documento.

Compromisso

O porta-voz do enviado especial da ONU para a Síria divulgou uma nota onde destaca que a população nessas áreas espera a implementação do acordo, para que possa receber assistência e aliviar seu sofrimento.

O porta-voz de Staffan de Mistura reafirma o compromisso da organização em ajudar a população síria. As Nações Unidas pedem a todos envolvidos no conflito para cumprirem com suas responsabilidades em relação à proteção dos civis.

Ataques Aéreos

Agências de notícias informam que a Rússia continua realizando esta sexta-feira ataques aéreos no país árabe, na tentativa de conter ações do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, e de oponentes do regime de Bashar Al-Assad.

Por outro lado, a coalizão dos Estados Unidos e aliados já realizou mais de sete mil ataques aéreos na Síria e no Iraque.

Ameaça

O porta-voz da ONU em Genebra explicou nesta manhã a jornalistas que a Síria enfrenta uma crise humanitária, militar, cultural, química e de segurança. Para Ahmad Fawzi, este é o “maior desastre do século 21”.

Ele confirmou que os ataques aéreos estão prejudicando a entrega de ajuda humanitária, mas lembrou que o Isil é “a maior ameaça do século”.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, encontrou-se com o vice-primeiro-ministro da Síria, Walid Al-Moualem. Ban reafirmou que não existe solução militar para o conflito e apelou ao governo por engajamento no processo político.

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