Unicef: conflito no Iêmen matou mais de 500 crianças em seis meses
BR

2 outubro 2015

Agência destaca que mais de 700 menores ficaram feridos durante os confrontos; agência alerta para o risco de desnutrição de mais de 1,7 milhão; oito em cada 10 crianças precisam de auxílio urgente.

Eleutério Guevane , da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que pelo menos 505 crianças morreram durante os últimos seis meses de violência no Iêmen.

O balanço foi divulgado pela agência nesta sexta-feira. Em nota, o fundo  destaca que cerca de 702 menores  ficaram feridos e outros 1,7 milhão correm o risco de ficar desnutridos.

Urgência

A agência destaca que 10 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária urgente, o equivalente a 80% dos menores de 18 anos.

Os combates no país ocorrem entre os rebeldes houthis e as Forças Armadas apoiadas pela coligação liderada pela Arábia Saudita. Estimativas são de que mais de 1,4 milhões de pessoas foram obrigadas a fugir das suas casas.

Escolas e Hospitais

A escalada do conflito em março foi marcada pelo "número crescente de ataques a civis e infraestrutura essencial". A agência confirmou danos causados pelos combates em 41 escolas e 61 hospitais.

O número de crianças em risco de desnutrição aguda triplicou durante o ano chegando a 537 mil. Cerca de 1,2 milhão devem sofrer de desnutrição aguda a moderada em 2015, quase o dobro em relação ao período do início da crise.

As ações da agência no terreno incluem o suprimento de água potável e saneamento, além de educação e serviços de proteção à criança. Além disso, os menores recebem tratamento para desnutrição, diarreia, sarampo e pneumonia.

Apoio Psicológico

O conflito no Iêmen provocou também a falta de combustível, de eletricidade, de gás, de água e de outros serviços.

O Unicef afirmou que apoia cerca de 3 milhões das 20,4 milhões de pessoas que diariamente estão sem água no país.

Neste ano, a agência também já ofereceu apoio psicológico a cerca de 240 mil crianças para ajudá-las a lidar com os horrores do conflito.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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