Exclusiva: presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi

28 setembro 2015

O presidente de Moçambique participa pela vez numa Assembleia Geral das Nações Unidas, depois da sua eleição em 2014.  Filipe Jacinto Nyusi afirmou que "deve haver diálogo quando a paz é ameaçada pela violência".

O chefe de Estado moçambicano sublinhou que essa é uma prioridade pessoal e que tudo está a ser feito para que o seu país "não entre mais uma vez em guerra".

Moçambique  registou recentemente incidentes entre forças do governo e elementos do partido Renamo. As duas partes estiveram envolvidas na guerra civil que terminou em 1992. A questão foi abordada em Nova Iorque, num encontro entre Nyusi e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o presidente moçambicano também fala da necessidade de uma aposta na "diplomacia económica" na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp.

Após destacar que os Estados-membros do bloco partilham de boas relações politicas e em outras áreas, Nyusi declarou que a produção de renda é uma questão existencial da Cplp.

O mercado do bloco faz parte dos planos do líder moçambicano para o lançamento da produção nacional a um ambiente de maior competitividade.

Nyusi destacou ter havido "passos muito largos de proteção ambiental", ao  mencionar o contributo de Moçambique para a Cimeira do Clima em Paris, COP 21, agendada para dezembro.

A conversa com Eleutério Guevane também aborda as estratégias para o progresso nacional e a Agenda de Desenvolvimento Sustentável, que foi  recentemente aprovada pela ONU.

Duração: 9'56".