Escritório da ONU preocupado com casos quase diários de mortes no Burundi

28 setembro 2015

Alto comissário destaca que corpos são achados nas ruas de Bujumbura; mais de 700 detenções foram registadas em setembro; entidade da ONU registou 134 mortes e 90 casos de tortura em cinco meses.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, disse ter havido um "aumento alarmante" de prisões, detenções e assassinatos no Burundi em setembro.

Uma nota lançada esta segunda-feira, em Genebra, destaca que corpos são "encontrados quase todos os dias nas ruas" da capital Bujumbura. Alguns deles apresentam sinais de tortura com mãos atadas às costas.

Detenções

Desde abril, técnicos do Escritório da ONU para os Direitos Humanos no país registaram 134 mortos e 90 casos de tortura. Desde o princípio deste mês ocorreram mais de 700 detenções.

O alto comissário diz haver um "profundo sentimento de medo" entre as comunidades, especialmente das áreas conhecidas pelo seu apoio à oposição.

Zeid destaca a impunidade para responsáveis por crimes graves que incluem execuções extrajudiciais e tortura. O comunicado alerta para a existência de mais pessoas que optam por fazer justiça pelas próprias mãos.

Passado Sangrento

Zeid disse haver um risco crescente de que uma espiral de retaliação mergulhe o país em seu passado sangrento. A equipa do seu escritório no Burundi têm documentado incidentes que envolvem ataques direcionados a elementos da oposição e da sociedade civil.

Por outro lado, são igualmente direcionados membros e apoiantes do partido no poder, Cndd-Fpp, bem como as suas famílias, funcionários governamentais de alto nível e líderes militares.

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