ONU participa em cimeira regional para debater a crise no Burquina Fasso

21 setembro 2015

Encontro de emergência vai decorrer esta terça-feira em Abuja; enviado do secretário-geral já se encontra na capital nigeriana; Ban Ki-moon reitera preocupação com violência que provocou mortes após o golpe de Estado no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU disse que continua a "acompanhar com grande preocupação" a situação no Burquina Fasso.

Esta segunda-feira, agências noticiosas citaram um comunicado de chefes militares a pedir aos golpistas que entreguem as armas aos quartéis em troca de garantias de segurança. As tropas teriam revelado que avançam em direção à capital Ouagadougou.

Cimeira

Em nota, Ban Ki-moon destaca que o seu representante especial para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, coordena as ações para apoiar e salvaguardar a transição no país de Abuja na Nigéria.

Os esforços envolvem a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, que na terça-feira realiza uma cimeira extraordinária que inclui "concertações sobre a situação no Burquina Fasso".

A União Africana e outros parceiros internacionais estão igualmente envolvidos nas ações.

Violência

No fim de semana, Ban Ki-moon conversou com o presidente senegalês Macky Sall sobre a crise.

O chefe da ONU disse condenar com veemência os relatos de violência contra civis que resultaram em número não confirmado de mortos e feridos. Agências de notícias estimam que 10 pessoas teriam perdido a vida, além de outras 100 que teriam contraído ferimentos desde o golpe.

Guarda Presidencial

Ban reiterou o seu apelo às forças de defesa e segurança burquinabes e pediu  especialmente à guarda presidencial que exerça contenção, e garanta o respeito pelos direitos humanos e a segurança dos cidadãos do país.

O apelo às outras partes envolvidas a nível nacional é que se abstenham do uso da violência. A mensagem reitera que os autores do golpe de Estado e das suas consequências devem ser responsabilizados.

Antes de seguir para a Nigéria, Chambas reuniu-se com o presidente burquinabe, Michel Kafando na sua residência.

Os encontros incluíram o líder da Cedeao, Macky Sall, e os presidentes do Benim Thomas Boni e da Comissão da Cedeao, Kadré Ouedraogo.

Nas reuniões, o enviado da ONU reiterou a firme condenação do golpe e o apoio da comunidade internacional para ajudar a encontrar uma solução rápida para a crise.

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