Mortes por malária caíram em 60% desde o ano 2000
Relatório da OMS e do Unicef afirma que 6,2 milhões de vidas foram salvas, a maioria de crianças; novos casos de malária também diminuíram em 37% nos últimos 15 anos.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
Nos últimos 15 anos, as mortes por malária no mundo diminuíram 60%, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.
Essa queda resultou em 6,2 milhões de vidas salvas, a maioria crianças. Além disso, novos casos de malária caíram em 37%. O levantamento mostra que o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio relacionado à doença foi cumprido.
Sucesso Histórico
A diretora-geral da OMS declarou que “o controle global da malária é um dos maiores sucessos de saúde pública dos últimos 15 anos”. Margaret Chan afirmou ser um sinal de que é possível “vencer esse assassino ancião, que todos os anos tira a vida de centenas de milhares de pessoas”.
Vários países estão próximos de eliminar a malária: no ano passado, nenhum caso foi reportado em 13 nações e seis países confirmaram menos de 10 casos. Os avanços estão sendo notados com mais rapidez no Cáucaso, na Ásia Central e no leste asiático.
África
Mas apesar dos enormes progressos, a malária continua sendo um problema em várias regiões. Desde janeiro, foram reportados 214 milhões de novos casos e 438 mil mortes.
E quase metade da população mundial, ou seja, 3,2 bilhões de pessoas, corre risco de contrair a doença, que pode ser prevenida e tratada. Segundo a OMS e o Unicef, 89% dos casos e 91% das mortes ocorreram na África Subsaariana.
Desde o ano 2000, a taxa de morte por malária em crianças menores de cinco anos caiu 65%, com 5,9 milhões de vidas sendo salvas. O diretor do Unicef, Anthony Lake, lembrou que o risco é maior para crianças que vivem em áreas pobres ou afastadas.
Financiamento
Investimentos para o combate à malária foram essenciais. Segundo o relatório, desde 2000, aproximadamente 1 bilhão de mosquiteiros com inseticida foram distribuídos na África. Testes de diagnóstico rápido também facilitaram a identificação de pacientes e o tratamento.
Em maio, a OMS adotou uma estratégia global para controlar a malária até 2030, que prevê uma redução de 90% dos casos e das mortes.
Mas essa meta só será alcançada com vontade política, liderança e investimento financeiro, ressaltam a OMS e o Unicef. O financiamento anual para o combate à malária precisa triplicar, passando para US$ 8,7 bilhões nos próximos 15 anos.
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