Assembleia Geral destaca "momento histórico" no fim da 69ª sessão

14 setembro 2015

Presidente do órgão disse que período foi uma oportunidade para mudar o mundo; em conferência de imprensa Sam Kutesa destaca reforma do órgão e do Conselho de Segurança; 70ª sessão da Assembleia Geral arranca esta terça-feira.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Por ocasião do encerramento da 69ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, esta segunda-feira, o presidente do órgão destacou o chamou de "oportunidade histórica para mudar o nosso mundo".

Sam Kutesa disse a jornalistas, em Nova Iorque, que no ano de atividades a agenda de desenvolvimento 2030 foi um dos principais destaques. Com o encontro final, fecha-se um ciclo de 105 reuniões plenárias e 327 resoluções aprovadas.

Agenda Global

O fim do período marca também a saída de Sam Kutesa do cargo, que será sucedido pelo dinamarquês Mogens Lykketoft. O presidente-eleito deve assumir funções, esta terça-feira, na abertura da 70ª sessão da Assembleia Geral.

Kutesa lembrou que a agenda global deve orientar os esforços de desenvolvimento para os próximos 15 anos. Ele disse que a agenda de Ação de Adis Abeba, sobre o financiamento do desenvolvimento, será a pedra angular para  uma parceria renovada para atingir o propósito.

Desafios

Kutessa frisou, entretanto, que o esforço para definir o mundo num percurso sustentável será irrelevante se não forem abordadas as alterações climáticas, que considera um dos desafios que definem o nosso tempo.

Para o representante será crucial alcançar um acordo arrojado e ambicioso na Cimeira do Clima em Paris. O entendimento na COP21 deve "promover a realização do desenvolvimento sustentável e proteger o planeta".

A aprovação da primeira resolução sobre o surto de ébola pela Assembleia Geral mostrou recetividade face de novos desafios. Segundo Kutesa, a decisão permitiu a formação da Missão da ONU de Resposta de Emergência ao Ébola, a primeira missão de saúde pública do género.

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Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: ONU/Amanda Voisard

ExtremismoKutesa disse que por várias vezes condenou o aumento preocupante da radicalização e do extremismo violento no mundo com ataques que além da morte de inocentes destruíram artefactos insubstituíveis do Património Cultural da Humanidade.

Entre os vários encontros realizados durante o período, Kutesa destacou a realização do debate temático que juntou líderes religiosos em torno da Promoção da Tolerância e Reconciliação.

Os momentos marcantes incluíram o lançamento da Década Internacional das Pessoas de Ascendência Africana em março.

Este ano foi igualmente inaugurado o Memorial Permanente para honrar as Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos na ONU.

Os outros destaques incluem o 20º aniversário da Conferência de Pequim sobre a Mulher e a atribuição do 1º. Prémio Nelson Mandela, durante a sessão que presidiu a "personagens notáveis pelo seu serviço à humanidade".

Os agraciados foram antigo presidente português, Jorge Sampaio e a oftalmologista da Namíbia Helena Ndume.

Revitalização

Sobre os 70 anos da fundação da organização, Kutesa apelou que se continue a refletir sobre a revitalização da ONU. O objetivo é ter uma organização "melhor equipada para enfrentar desafios locais, nacionais, regionais e internacionais".

Kutesa disse que quanto à reforma dos trabalhos da Assembleia Geral, os Estados-membros concordaram em dar um papel mais importante ao órgão na próxima eleição do secretário-geral da organização.

A questão da representação equitativa e do aumento do número de membros do Conselho de Segurança e temas relacionados ao órgão vão fazer parte dos debates da 70ª sessão, a ser realizada no fim de setembro.

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