Zimbabué precisa de "tempo e esforços" para sentir benefício de reformas

11 setembro 2015

FMI fez revisão em baixa das perspetivas de crescimento económico para este ano; especialistas visitaram o país até esta sexta-feira; dívida externa zimbabueana ronda os US$ 9 mil milhões.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, declarou que as reformas no Zimbabué vão levar "tempo e esforços mais profundos" antes de se fazer sentir o seu impacto benéfico na economia.

Especialistas do órgão expressaram satisfação porque as autoridades do país cumpriram todos os objetivos quantitativos e indicadores de referência estruturais recomendados. O grupo conclui esta sexta-feira a sua visita a Harare.

Crescimento Lento

Uma nota do órgão alerta que as dificuldades económicas intensificaram-se este ano. O crescimento foi mais lento que as previsões iniciais, esperando-se que continue fraco em 2015.

O órgão fez uma revisão em baixa da perspetiva de expansão no período, de 2,8% para 1,5%.

A determinar a queda esteve a seca e os baixos preços das exportações de matérias-primas. Para o FMI, apesar do impacto favorável dos baixos preços do petróleo, a posição externa do Zimbabué continua precária.

Dívida Externa

O outro fator crítico tem sido a situação de sobreendividamento, no país que tem uma dívida externa de cerca de US$ 9 mil milhões.

A nota destaca que as autoridades estão empenhadas a lançar as bases para um crescimento liderado pelo setor privado.

Crescimento

Entre as medidas a serem implementadas estão atenuar o impacto dos choques ocorridos este ano, diante de fatores como a posição externa e o crescimento da economia.

As outras prioridades das autoridades de Harare são restaurar a confiança no setor financeiro, melhorar o clima de investimento e ter apoios para uma estratégia com vista a liquidar os pagamentos atrasados.

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