OMS pede ação urgente contra uso indiscriminado de antibióticos
BR

9 setembro 2015

Agência da ONU quer evitar que mundo volte ao tempo antes da descoberta do medicamento; especialistas alertam que a utilização exagerada desses remédios está aumentando a resistência aos antibióticos e persistência das infecções.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu uma ação urgente à comunidade internacional contra o uso indiscriminado de antibióticos.

A agência da ONU alertou que a utilização exagerada desses medicamentos está causando uma resistência a esses remédios, como também a persistência das infecções e o fracasso dos tratamentos.

Avanços Revertidos

O apelo da OMS teve como foco as nações do sul e leste da Ásia. Em pronunciamento feito em Dili, capital do Timor-Leste, o diretor da OMS para a região, Poonam Singh, disse que uma ação imediata é necessária para evitar que o mundo volte ao tempo antes da descoberta do medicamento.

Singh explicou que, nesse caso, todos os avanços conquistados na prevenção e controle de doenças transmissíveis serão revertidos. Ele declarou que infecções comuns e pequenos ferimentos que são tratados com sucesso há décadas podem, novamente, matar milhões de pessoas.

O representante da OMS disse que a resistência aos antibióticos vai transformar o tratamento de doenças como o câncer e cirurgias complexas em processos extremamente difíceis.

Singh afirmou que atualmente, sem remédios eficazes, várias infecções comuns, como por exemplo, as adquiridas em hospitais, estão se tornando cada vez mais difíceis de se tratar.

Custo Humano e Econômico

Um estudo recente prevê que se nada for feito, os custos humano e econômico podem chegar a 10 milhões de mortes no mundo e a uma queda de até 3,5% no Produto Interno Bruto global até 2050.

A OMS disse que a atual resistência a antibióticos é resultado do uso crescente desses medicamentos e também pelos pacientes não completarem ou seguirem o tratamento prescrito pelo médico.

A agência da ONU citou ainda a utilização exagerada de antibióticos nas criações de gado, aves e peixe, o fraco controle de infecções em hospitais e clínicas e a falta de higiene.

Os especialistas afirmam que não existem muitos novos antibióticos que possam substituir os remédios que já se tornaram ineficazes.

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