Acnur alerta que piora da situação na Síria aumenta desespero da população
BR

8 setembro 2015

Agência da ONU afirmou que condições na região estão levando milhares de sírios a arriscarem tudo numa “perigosa jornada rumo à Europa"; porta-voz disse que os conflitos intensificaram por quase todo o país.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou esta terça-feira que a piora da situação na Síria e nos países vizinhos está levando milhares de pessoas a deixarem a região.

Segundo o Acnur, “o desespero está aumentando sem um sinal de uma solução política à vista para o conflito”.

Confrontos

A porta-voz da agência, Melissa Fleming, disse que “os últimos meses têm sido brutais dentro do território sírio, os confrontos intensificaram por quase todo o país”.

Fleming declarou que por causa disso, milhares de sírios “estão se arriscando numa jornada perigosa rumo à Europa”.

Ela citou o aumento de bombardeios e ataques com morteiros e foguetes em Damasco, a capital. A representante do Acnur disse que “com a escalada da violência, as pessoas perderam não só os meios de subsistência mas também suas casas”.

Fleming explicou que o desemprego e a inflação dispararam e a moeda síria sofreu uma desvalorização de 90% desde o início da guerra, há quatro anos.

Energia e Água

Na maior parte do país, o fornecimento de energia dura entre duas e quatro horas por dia e a falta de água é geral. Mais da metade da população vive na extrema pobreza.

Apesar dos desafios, o Acnur continua fornecendo ajuda aos necessitados na Síria, entregando dinheiro, tendas e disponibilizando serviços de saúde.

A agência da ONU informou que os sírios enfrentam dificuldades para conseguir segurança e proteção nos países vizinhos, que por sua vez, lidam com um número muito grande de refugiados e ajuda internacional insuficiente.

Jordânia e Líbano

Estudos feitos recentemente na Jordânia e no Líbano mostraram um aumento da falta de fundos para os programas de ajuda aos refugiados. Além disso, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, foi obrigado a cortar mais de 220 mil refugiados das operações de entrega de comida por falta de dinheiro.

O Acnur afirmou que o Programa para os Refugiados Sírios e de Resiliência para 2015 recebeu apenas 37% do que necessita para suprir as necessidades dessas pessoas.

A agência da ONU informou que existem mais de 4 milhões de refugiados sírios registrados nos países vizinhos, sendo 1,9 milhão na Turquia, 1,1 milhão no Líbano seguidos da Jordânia, Iraque e Egito.

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