Ban afirma que “alfabetização é mais necessária do que nunca” BR

Escola no Mali. Foto: © ONU/Marco Dormino

Ban afirma que “alfabetização é mais necessária do que nunca”

Secretário-geral fez a declaração para marcar o Dia Internacional sobre o tema comemorado esta terça-feira, 8 de setembro; ele afirmou que mais de 750 milhões de pessoas no mundo são analfabetas, mais de 60% mulheres.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou que “a alfabetização é mais necessária do que nunca”, no momento em que as Nações Unidas se preparam para adotar a nova agenda de desenvolvimento sustentável.

A declaração foi feita para marcar o Dia Internacional da Alfabetização, comemorado esta terça-feira, 8 de setembro. Segundo Ban, a alfabetização é um direito humano que “empodera as pessoas e avança as sociedades”.

Ler e Escrever

Mais de 750 milhões de pessoas no mundo não sabem ler ou escrever, sendo que mais de 60% delas são mulheres. Cerca de 250 milhões de crianças que frequentam escolas primárias não têm compreensão das habilidades básicas de alfabetização.

Além disso, 124 milhões de crianças e adolescentes estão fora das escolas por diversas razões.

A ONU diz que todas essas pessoas, independentemente da idade, merecem uma chance para aprender a ler e escrever.

Ban explicou que “quando os países oferecem essa oportunidade a essas pessoas, criam-se sociedades mais produtivas, estáveis e seguras para todos”.

Agenda 2030

O secretário-geral declarou que a Agenda 2030 é ambiciosa e transformadora, com o objetivo de erradicar a pobreza, reduzir a desigualdade e preservar o planeta.

Ele disse que sua adoção pelos líderes mundiais, na conferência marcada para o fim deste mês, oferece uma oportunidade de compromisso com a promoção da alfabetização.

Segundo Ban, esse processo faz parte de um impulso coletivo para se alcançar uma vida digna para todos.

O chefe da ONU pediu aos governos e parceiros, incluindo o setor privado, que unam forças para atingir a alfabetização universal, como um componente essencial para o futuro que todos querem.