Agência da ONU recebe doações em reais para refugiados da Síria
BR

4 setembro 2015

Segundo porta-voz do Acnur no Brasil, recursos serão usados para assistência vital aos refugiados, como abrigo, água potável e cuidados médicos, entre outros; página específica para doações para crise no Mediterrâneo está em construção.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, mais de 250 mil pessoas morreram, cerca de 7,6 milhões foram deslocadas à força dentro do país e cerca de 4 milhões vivem nas nações vizinhas.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, no Brasil afirmou que a agência está recebendo doações em reais, através de páginas na internet em português.

Operação Humanitária

“Para os ouvintes que estão no Brasil existe uma página na internet http://donate.unhcr.org/pt, que é uma página geral para doação aos refugiados. E o mesmo endereço http://donate.unhcr.org/pt/siria é uma página específica para a operação na Síria. A página para doação à crise no Mediterrâneo está em construção”.

Luiz Fernando Godinho afirmou que não há valor mínimo para a doação e falou ainda sobre o trabalho da agência da ONU.

“O Acnur tem como mandato coordenar exatamente a resposta internacional a estas diferentes crises de refugiados que existem no mundo. E a crise relacionada ao conflito na Síria não é uma exceção. Pelo contrário, já é hoje a maior operação humanitária do Acnur. E para financiar essa operação o Acnur conta realmente com a ajuda da comunidade internacional, dos países, de empresas do setor privado e também de indivíduos, como eu e você, como os ouvintes da Rádio ONU”.

Segundo o porta-voz, os recursos doados são usados para assistência vital aos refugiados, como abrigo, água potável e cuidados médicos, entre outros itens.

Migrantes e Refugiados

Luiz Fernando Godinho afirmou que esta é uma “crise de refugiados” e não uma “crise de migrantes”.

“O refugiado é aquela pessoa que é forçada a deixar o seu país por causa de uma perseguição relacionada a um conflito, a uma guerra, a questões políticas e religiosas, raciais, ou de pertencer a algum grupo social específico. Ou seja, ela perde a proteção do seu país de origem, não tem condições de permanecer ali e, por estar com a sua vida em risco, ela é forçada a deixar aquele país e buscar proteção em outro país. O migrante econômico, ele normalmente planeja a viagem dele e não está necessariamente correndo risco de vida, ele pode voltar a qualquer momento.

Recorde

Segundo o porta-voz do Acnur no Brasil, a agência da ONU lançou um relatório em junho que “ aponta um número recorde de 60 milhões de pessoas deslocadas por conflitos em todo o mundo, sendo 20 milhões delas refugiadas, ou seja, que deixaram seu país de origem e buscam proteção em outro país”. Os dados são referentes a 2014.

Ainda segundo o Acnur, mais de 300 mil migrantes e refugiados atravessaram o mar Mediterrâneo neste ano.

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