Iêmen: ONU pede acesso livre para ajuda humanitária
BR

3 setembro 2015

Segundo Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, combates em região sudoeste do país foram intensificados; a cidade de Taiz está sendo descrita como “campo de batalha”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Ataques aéreos, confrontos armados e saques na província de Taiz, no Iêmen, agravaram uma situação já desesperadora, escalando de forma dramática o sofrimento humano.

O alerta é do Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assistência Humanitária, Ocha, fazendo um apelo por acesso livre aos que precisam.

População

Densamente populada, Taiz já era uma das províncias mais vulneráveis entre as 22 do país, com 1,8 milhão de pessoas visadas pela ONU para ajuda humanitária.

Em sua última atualização sobre a crise, o Ocha relatou que entre 14 e 27 de agosto pelo menos 95 civis, incluindo 52 crianças e 20 mulheres, foram mortos e 129 ficaram feridos por bombardeios e ataques aéreos indiscriminados.

Campo de Batalha

A cidade de Taiz tem sido descrita pela ONU como um “campo de batalha”, com pessoas presas entre as linhas de frente do conflito e incapazes de encontrar segurança.

Há relatos de residências sendo destruídas como punição por apoio percebido por lados opostos.

Sistema de Saúde

Além disso, o Ocha alerta que o sistema de saúde na província quase entrou em colapso por conta dos danos à infraestrutura causados pelo conflito e a falta de combustíveis, medicamentos e suprimentos médicos.

Enquanto isso, em violação do direito humanitário internacional, militantes supostamente tomaram o hospital internacional do Iêmen, em Taiz, e suas ambulâncias, no dia 24 de agosto.

De acordo com o Ocha, eles expulsaram todos os 80 pacientes que estavam no local, 20 na unidade de tratamento intensivo.

Doenças

Agravando ainda mais o panorama de saúde pública em Taiz, um aumento extremo nos casos de dengue foi registrado nas últimas duas semanas com 432 casos.

Os moradores da cidade correm também o risco maior de contrair doenças transmissíveis por conta do lixo acumulado nas ruas.

Clínicas Móveis

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Fundação Field Medical montaram clínicas móveis de nutrição para diagnosticar e tratar crianças com idades entre 6 meses e 5 anos nas províncias de Áden, Lahj e Hadramout.

As clínicas vão ficar em operação por 5 meses e devem atender cerca de 23 mil crianças, assim como mães e mulheres grávidas. Os pacientes vão receber consultas, serviços de educação em saúde, assim como medicamentos essenciais e vitaminas.

Desnutrição

Segundo a OMS, antes da crise, o Iêmen tinha mais de 1 milhão de crianças com menos de 5 anos em situação de desnutrição aguda e 280 mil em situação de desnutrição severa.

A agência afirma que o conflito em curso, a interrupção dos serviços de saúde e a falta de abastecimento de água potável pioraram a situação nutricional geral das crianças e da população do Iêmen.

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