Conferência Mundial sobre Hepatite busca eliminar tipo viral da doença
BR

2 setembro 2015

Primeiro encontro global começou nesta quarta-feira na Escócia; evento é coorganizado pela Organização Mundial da Saúde, OMS; segundo a agência, todos os cinco tipos de hepatite matam, por ano, 1,45 milhão de pessoas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Participantes da 1ª Conferência Mundial sobre Hepatite vão fazer um apelo aos países que desenvolvam programas nacionais que possam, por fim, eliminar o tipo viral da doença como um problema de saúde pública.

O encontro começou nesta quarta-feira, em Glasgow, na Escócia. Segundo o diretor do Programa Global de Hepatite da Organização Mundial da Saúde, OMS, o evento é um “ chamado para criar impulso para prevenir, diagnosticar, tratar e eventualmente eliminar a hepatite viral como um problema de saúde pública”.

Diagnóstico

Para Gottfried Hirnschall, já se sabe “como prevenir a hepatite viral, há vacina eficaz e segura para hepatite B e há, no momento, medicamentos que podem curar pessoas com hepatite C e controlar a infeção por hepatite B”.

No entanto, segundo o especialista, “acesso ao diagnóstico e ao tratamento ainda está em falta ou é inacessível em muitas partes do mundo”.

Números

Cerca de 400 milhões de pessoas estão atualmente vivendo com hepatite viral. Estimativas são de que a doença mate 1,45 milhão de pessoas por ano, sendo uma das principais causas de morte no mundo.

As hepatites B e C, juntas, causam aproximadamente 80% de todas as mortes por câncer de fígado. No entanto, a maioria das pessoas vivendo com hepatite viral crônica não tem conhecimento de sua infecção.

A conferência é coorganizada pela OMS e a Aliança Mundial da Hepatite, com apoio do governo escocês e conta com representantes de mais de 60 países.

Metas para 2030

Políticos, pacientes, médicos e outros grupos que participam do encontro devem emitir uma declação destacando sua crença de que a eliminação da hepatite viral é possível.

O documento deve também fazer um apelo aos governos que trabalhem com a OMS para definir metas globais de prevenção, diagnóstico e tratamento.

A agência está lançando, na conferência, um novo manual para o desenvolvimento e avaliação de planos nacionais para a hepatite viral. Os participantes também estão discutindo o rascunho da estratégia global para o setor de saúde sobre hepatite viral da OMS.

O plano cria metas para 2030, que incluem: a redução de 90% em novos casos de hepatite crônica B e C e queda de 65% nas mortes causadas por hepatite B e C, além de metas sobre tratamento.

Mundial

Segundo a OMS, na África Subsaariana e no Leste da Ásia, entre 5-10% da população está cronicamente infectada com hepatite B.

Altas taxas de infecção crônica também são encontradas na Amazônia e partes do sul da Europa Central e Oriental.

De acordo com a agência, a hepatite C é encontrada em todo o mundo. As taxas de infecção são altas na África e na Ásia Central e Oriental. Aproximadamente dois terços das pessoas que usam drogas injetáveis estão infectadas com hepatite C.

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