Mediador espera acordo sobre novas autoridades líbias em semanas

2 setembro 2015

Bernardino León disse que personalidades estão agora envolvidas no debate de projeto que tem vários apoios; enviado contou que assinatura de pacto final deve seguir-se à aprovação e votação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O mediador do diálogo na Líbia revelou, esta quarta-feira, que espera um acordo final sobre as novas autoridades do país nas próximas duas ou três semanas.

Nas vésperas do início da ronda final de negociações na cidade turca de Istambul, Bernardino León defendeu que nesse prazo deve-se obter o que considerou "soluções tangíveis e concretas".

Pacote Final

As declarações foram feitas após um encontro com elementos do Congresso Nacional Geral, com a sigla GNC, o governo baseado em Trípoli.

O enviado especial da ONU para a Líbia disse que, neste momento, o trabalho das delegações é baseado no princípio de que somente quando se "chegar a um pacote completo sairá um acordo final".

Segundo o mediador, um projeto apoiado por várias pessoas ainda está em discussão com outras personalidades.

Quanto à reunião com o GNC, León disse ter sido uma "discussão muito franca e aberta" com diferentes elementos, observações, comentários e em alguns casos diferenças.

Propostas

Ele declarou também que foram abordadas as possibilidades ou as diferentes propostas da Missão da ONU na Líbia, Unsmil,  para resolver essas divergências.

Como explicou, não esgotaram todas as questões na primeira reunião mantida com "um importante número de membros". Segundo ele, esta decorreu num formato mais aberto que considera um modelo que deve continuar.

Pontos de Vista

O representante disse que tal como tem feito com os líbios, encorajou os membros do GNC a continuar a exercer, discutir e apresentar os seus pontos de vista e persistir na tentativa de buscar uma solução o mais rápido possível.

León disse que uma das mensagens que têm sido reiteradas nas discussões é que "há pouco tempo e deve ser acelerada a solução final”.

Anexos e Lista

O enviado disse que o contacto inicial faz parte do processo de negociações. A assinatura do pacto final deve seguir-se a um acordo sobre todos os elementos, os anexos e a lista do governo.

O mediador informou ainda que uma das propostas é que o acordo comece a ser executado a 20 de outubro. Ele considerou importante que todas as partes possam assinar o pacto final depois deste ter sido endossado e votado.

Neste momento, o trabalho é com os anexos e com o futuro governo além da "tentativa de obter um pacote final que faça sentido e que será assinado por todos".

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