Unicef: cerca de 3 mil solicitantes de asilo passam pela Macedônia diariamente
BR

2 setembro 2015

Segundo agência da ONU, número triplicou em três meses; um terço é de crianças e mulheres; cerca de 12% estão grávidas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, afirmou que triplicou nos últimos três meses o número de mulheres e crianças “exaustas e desesperadas” passando pela ex-República Iugoslava da Macedônia, vindas da Síria, do Afeganistão e do Iraque em busca de refúgio na Europa.

A agência calcula que 3 mil pessoas estejam transitando pelo país diariamente. Um terço delas é de mulheres e crianças, em comparação a 10% em junho. Cerca de 12% das mulheres estão grávidas.

Sofrimento

Segundo o Unicef, muitas famílias têm se deslocado com seus filhos há meses, passando por dias muito quentes e chegando apenas com a roupa do corpo. A agência afirma que eles estão desesperados e precisando de um lugar para descansar com urgência.

Muitos estão sofrendo de desidratação, diarreia e queimaduras do sol.

Em comunicado, a agência da ONU disse ainda que apesar de muitas ações, estas pessoas precisam de água e maior acesso a saneamento e instalações de higiene. Alguns precisam também de assistência médica.

Refugiados

Desde junho de 2015, mais de 52 mil pessoas foram registradas no centro de recepção da cidade de Gevgelija, vindas da Grécia.

O Unicef calcula que a mesma quantidade deve estar transitando pelo país sem qualquer tipo de registro.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que muitas pessoas chegam na Macedônia e se deslocam quase que imediatamente de trem ou de ônibus para a Sérvia e, de lá, para outros países.

De acordo com dados do Ministério do Interior, 80% desses migrantes ou refugiados são da Síria e há também pessoas do Afeganistão e do Iraque.

Plano

O Unicef afirmou que “independente do seu status, crianças atravessando fronteiras, com suas famílias ou desacompanhadas, devem receber ajuda e proteção adequadas.

No início do ano, o Fundo para a Infância havia colocado um plano de 10 pontos para a União Europeia sobre os melhores interesses para crianças migrantes ou refugiadas.

A proposta afirmava que as autoridades da Europa devem aplicar leis e políticas existentes para garantir e proteger os direitos das crianças.

O documento diz ainda que suas solicitações de refúgio devem ser processadas de forma rápida e justa nas fronteiras com o devido acompanhamento e aplicação.

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