Unesco: “destruição de Palmyra representa crime contra civilização”
BR

1 setembro 2015

Declaração foi feita pela diretora-geral da agência da ONU em relação à destruição do templo de Bel; Irina Bokova afirmou que ele representa um dos monumentos religiosos mais importantes do Século 1, no Oriente Médio.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Irina Bokova, afirmou que a destruição de Palmyra, na Síria, “constitui um crime intolerável contra a civilização”.

A chefe da Unesco condenou as ações para destruir o Templo de Bel, que representa um dos mais importantes monumentos religiosos do Século 1, no Oriente Médio.

Aspirações da Humanidade

Bokova expressou profunda consternação e citou que a construção tinha um “design” único.

Ela declarou que é importante explicar a história e o significado dos templos localizados em Palmyra.

Para a diretora-geral da Unesco, “quem viu Palmyra ficou marcado na memória por uma cidade que engloba a dignidade de todo o povo sírio e as mais altas aspirações da humanidade”.

Bokova afirmou que cada um dos ataques contra esses templos faz com que todos passem a compartilhar ainda mais a “herança da humanidade”.

Poder da Cultura

Ela deixou claro que “o poder da cultura é maior do que qualquer forma de extremismo e nada pode pará-la”.

A Unesco reafirmou sua determinação para proteger todos os monumentos que ainda possam ser salvos. A agência prometeu combater o tráfico de objetos de arte e quer criar uma rede de especialistas para transmitir, pela internet, toda essa história para as futuras gerações.

Segundo relatos de testemunhas, comprovados por imagens de satélite da Unosat, programa especial da ONU para o setor, foram usados explosivos para destruir o Templo de Bel, em Palmyra.

O local marcava uma fusão de estilos arquitetônicos das tradições do Oriente Próximo e Greco-Romana.

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