ONU precisa de mais de US$ 5 mil milhões para apoiar sírios em 2015

1 setembro 2015

Agências humanitárias receberam terça parte do financiamento necessário; somente este ano conflito obrigou mais de 1 milhão de pessoas a deixar as suas casas; 79 trabalhadores humanitários morreram desde o início dos confrontos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As agências de auxílio receberam apenas um terço do financiamento necessário para apoiar os sírios em 2015.

As declarações foram feitas, esta terça-feira, pelo subsecretário-geral da ONU para os Assuntos Humanitários. Stephen O’Brien falou na abertura da quinta reunião do grupo de doadores para o país que decorreu na cidade do Kuwait.

Resposta

O Brasil está entre os 15 países que cumpriram integralmente com os compromissos. A ação permitiu recolher os cerca de US$ 2,38 mil milhões dos US$ 7,42 mil milhões necessários para os apoios.

De acordo com o representante da ONU, o valor total deve ser aplicado no Plano de Resposta à Síria e no Plano Regional de Refugiados e Resiliência.

Pelo que O’Brien chamou de "esforços persistentes de advocacia", ele citou também nações como Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Finlândia, Alemanha, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Eslováquia, Eslovénia, Reino Unido, Kuwait e Suíça.

Trabalhadores Humanitários

Para ilustrar  como a insegurança impede seriamente o acesso das agências a todos os necessitados, o representante disse que 79 trabalhadores humanitários foram mortos na Síria desde março de 2011.

O’Brien  reconheceu a generosidade dos doadores, mas afirmou que as necessidades crescem e as agências de ajuda são obrigadas a reduzir as suas ações.

Doadores

Durante o ano, cerca de US$ 500 milhões teriam sido canalizados pelos doadores fora dos planos do Ocha.

O subsecretário-geral disse que é urgente que as promessas pendentes sejam convertidas em compromissos firmes.

Necessidades

Com a Síria a entrar no quinto ano do conflito, o chefe humanitário disse que as necessidades são maiores que nunca.  Cerca de 7,6 milhões de sírios são deslocados internos e mais de 4 milhões vivem nos países vizinhos.

Este ano, mais de 1 milhão de pessoas abandonaram as suas casas,  algumas delas "pela segunda ou terceira vez".  O’Brien  disse que a crise humanitária está condenada a piorar se não for encontrada uma solução política.

As agências humanitárias ofereceram alimentos, abrigo, dinheiro e vales de compras, serviços médicos, abastecimento de água potável, apoio psicossocial e escolaridade para milhões de pessoas tanto na Síria como nos países vizinhos.

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