PMA aposta nas redes sociais para alertar sobre fome no Zimbabué

26 agosto 2015

Agência da ONU prevê que cerca de 1,5 milhão de pessoas enfrentem a situação na temporada de escassez; insegurança alimentar aumentou  em 164% em relação à época passada.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas podem passar fome durante a época de escassez 2015/2016 no Zimbabué.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA,  iniciou uma campanha nas redes sociais para alertar que o equivalente a 16% da população deve enfrentar a situação antes das próximas colheitas.

Seca

A queda da produção de milho é apontada como um dos fatores que aumentou a insegurança alimentar em 164%, em relação à época anterior.

O país tem a seca como ameaça climática mais comum para produzir alimentos. Cerca de sete em cada 10 produtores praticam a agricultura de conservação.

Crianças

A desnutrição crónica no país afeta aproximadamente 28% dos menores de cinco anos, que têm raquitismo ou apresentam uma estatura muito baixa para a sua idade. O outro problema é a anemia, que atinge mais de metade das crianças entre os seis meses e os cinco anos.

Com cerca de 4,3 milhões de hectares de terra arável, apenas 2,8 milhões de hectares foram cultivados na temporada 2014/15, principalmente devido aos altos custos de combustível e choques climáticos.

Pobreza

A preocupação é com a pobreza nas áreas rurais, onde 76% das famílias vivem com menos de US $ 1,25 por dia. Os preços dos alimentos são altamente voláteis, podendo aumentar em mais de 30% a 40% numa temporada.

A instabilidade nos valores de compra, especialmente durante a estação magra, compromete a capacidade de acesso aos alimentos através de mercados durante todo o ano.

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