Enviado reitera cooperação para eliminar "forças negativas" nos Grandes Lagos

24 agosto 2015

Representante do secretário-geral para a região quer colaboração entre a RD Congo e a Missão das Nações Unidas no país; após visitar o Ruanda, Said Djinnit pediu seguimento do processo de ex-combatentes de grupos armados.

Eleutério Guevane, da Radio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral para a região africana dos Grandes Lagos reiterou que é preciso neutralizar todas as forças negativas na área, incluindo as milícias Fdlr da República Democrática do Congo, RD Congo.

Em nota, emitida esta segunda-feira, Said Djinnit destaca que é preciso retomar rapidamente a cooperação militar entre a Missão das Nações Unidas na RD Congo, Monusco, e as autoridades do país. O objetivo é reativar as operações contra o grupo.

Ministros

As declarações foram feitas após reuniões mantidas pelo enviado em Kigali,  com os ministros ruandeses das áreas dos Negócios Estrangeiros e Desenvolvimento Internacional, da Defesa e da Segurança Interna.

A deslocação terminada este fim de semana fez parte das consultas de Djinnit com as partes do Acordo-Quadro para a Paz, Segurança e Cooperação para a RD Congo e para a região dos Grandes Lagos.

No Ruanda, o representante também pediu que seja rapidamente seguido o repatriamento dos antigos combatentes armados, como foi recomendado pelos chefes de Estado da região na mais recente reunião em Luanda.

Esforços

Djinnit disse estar disponível a colaborar a nível regional e internacional, incluindo com enviados especiais. A meta é ajudar a acelerar os esforços e as iniciativas para eliminar o tipo de forças.

O Mecanismo de Supervisão Regional prevê reunir-se a nível de chefes de Estado, em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral no fim de setembro.

Djinnit saudou o compromisso ruandês de apoio às iniciativas regionais para promover o desenvolvimento social e económico.

Durante a sua presença no Ruanda, o representante foi para uma centro que entre 2009 e 2014 desmobilizou e reintegrou 7.459 combatentes na área nordestina de Mutobo.

Na visita, Djinnit esteve também  no campo de deslocados de Mahama que abriga 74.349 refugiados. De acordo com a ONU, a maioria são mulheres e crianças com origem no Burundi.

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