Funcionários humanitários desaparecidos no Sudão do Sul podem estar mortos

19 agosto 2015

Declarações são da chefe do PMA, em mensagem para assinalar o Dia Mundial de Ação Humanitária; agência declara que também quer maior espaço de ação no Iémen.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Quatro trabalhadores do Programa Mundial de Alimentação, PMA, que desapareceram “sem deixar vestígios” no Sudão do Sul podem estar mortos.

A directora executiva da agência Ertharin Cousin, revelou ter havido um esforço incansável para saber o paradeiro do grupo “na esperança do melhor, mas receando o pior.” A declaração foi feita em mensagem que marca o Dia de Ação Humanitária, assinalado a 19 de agosto.

Ação Humanitária

Após vários meses, Cousin disse que há que concluir que estes “não estão mais vivos”. A última vez que três funcionários do grupo foram vistos foi a 1 de abril, quando seguiam para distribuir alimentos entre as áreas de Malakal e Melut.

Um confronto ocorreu ao longo da estrada em que seguiam, no país marcado por 20 meses de conflito. O outro trabalhador, Mark Diang, foi raptado em outubro passado no aeroporto do estado do Alto Nilo.

A chefe da agência destacou a dedicação, a compaixão e a coragem dos funcionários.

Vulneráveis

Cousin frisou que a homenagem do PMA e da comunidade humanitária também se estende aos que ”lutam diariamente para atender às necessidades urgentes dos vulneráveis, pobres e famintos” nos maiores focos do mundo.

Com 80% do trabalho humanitário da agência realizado em países e regiões afetadas por conflitos, a responsável lembrou que para muitos prestar assistência essencial nessas áreas é um risco cada vez maior de vida. Cerca de 14 mil funcionários da agência encontram-se na sua maioria a trabalhar no terreno.

O PMA apelou a um maior acesso a locais situados em países como o Iémen e o Sudão do Sul.

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