Recorde de mortes de civis reduz capacidade de ajuda no Afeganistão
BR

18 agosto 2015

Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários afirma que aumentou o número de pessoas que dependem de assistência no país; no primeiro semestre, mortes ou ferimentos de civis subiram 43%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O conflito no Afeganistão intensificou neste ano, resultando num recorde dos incidentes envolvendo civis e contribuindo para o aumento dos deslocados internos.

Nesta terça-feira, o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, divulgou um revisão da resposta humanitária no país durante o primeiro semestre.

Mortes

A ajuda foi impactada pelo aumento dos confrontos, que resultaram em 4,9 mil civis vítimas da violência, incluindo mais de 1,5 mil que morreram. E com as operações militares em Waziristão do Norte, famílias refugiadas não puderam retornar às suas casas.

O Ocha também nota que no primeiro semestre houve aumento das pessoas que pediram assistência humanitária. Ao mesmo tempo, algumas agências ficaram com fundos insuficientes, principalmente o Programa Mundial de Alimentos, PMA.

Falta de Dinheiro

Programas para atender afegãos deslocados pelo conflito, refugiados e crianças desnutridas estão “seriamente com pouco financiamento e em alguns casos, foram encerrados”, de acordo com o Ocha.

A agência humanitária da ONU nota que também aumentaram os “confrontos entre o Talebã e grupos armados não-estatais da oposição”. Com a violência e o alto número de incidentes envolvendo civis, a capacidade da comunidade humanitária em ajudar a todos está cada vez mais apertada.

O plano de resposta humanitária para o Afeganistão em 2015 tem o custo de US$ 406 milhões e até agora, foram recebidos US$ 195 milhões, ou 48%.

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