Mali: ONU não vai hesitar em tomar medidas contra violação de acordo

17 agosto 2015

Operação de paz investiga confrontos iniciados no sábado na área nortenha de Anefis, missão revela que comunidade internacional e população maliana estão preocupados com novos confrontos.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas no Mali, Minusma,  condenou vigorosamente os combates entre grupos armados na região de Kidal, que resultaram na quebra do cessar-fogo no país.

Em nota, emitida esta segunda-feira, a operação de paz deplora os atos "nos termos mais fortes". A operação de paz declarou que aguarda ainda as conclusões de uma equipa de investigação enviada para a área de Anefis.

Cessar-fogo

De acordo com a missão, o ato é uma flagrante violação dos acordos de cessar-fogo e do Acordo para a Paz e Reconciliação no Mali. Entre os signatários do pacto estão o Movimento Nacional de Libertação de Azawad, Mnla, e a Coligação Plataforma.

O reinício dos combates, no sábado, ocorreu em Touzek Oued a sudeste de Kidal.

Violações

Os outros confrontos foram registados entre Tabankort e Anefis, destaca o documento que sublinha haver preocupação tanto da comunidade internacional como da população com o "número crescente de tais violações".

Para a Minusma, esses atos podem dificultar os progressos alcançados para uma paz estável e duradoura no Mali.

Acordo

A missão lembrou às partes que deverão responder pelas suas ações perante o Conselho de Segurança. A 29 de junho, o órgão declarou que vai considerar sanções específicas contra os que obstruem ou ameacem a execução do Acordo de Paz.

Os grupos armados foram instados a cessar imediatamente os combates. A Minusma  adverte que "não vai hesitar em tomar todas as medidas necessárias" para proteger os civis, de acordo com o seu mandato e com as regras de combate.

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