Ucrânia: Programa Mundial de Alimentos começa assistência em dinheiro
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14 agosto 2015

Agência da ONU iniciou distribuição para cerca de 60 mil pessoas em áreas controladas pelo governo na região de Lugansk e Donetsk; ação é em resposta a escassez de comida causada pelo conflito em curso.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Em resposta à recorrente escassez de comida criada pelo conflito em curso na Ucrânia, o Programa Mundial de Alimentos, PMA, começou distribuições de dinheiro a cerca de 60 mil pessoas em áreas controladas pelo governo nas regiões de Lugansk e Donetsk.

Deslocados internos são a maioria dos beneficiados. As transferências em dinheiro são usadas onde bancos e mercados estão funcionando.

Mercados

A assistência com dinheiro e cupons alimentares permite que as pessoas vão ao mercado e obtenham a comida que preferirem incluindo vegetais, carnes, aves e derivados do leite. Esses itens normalmente não são incluídos em rações alimentares tradicionais.

Segundo o representante da agência da ONU na Ucrânia, Giancarlo Stopponi,

“isto também impulsiona os mercados e injeta dinheiro na economia local”.

Primeira Rodada

A primeira rodada de distribuições em dinheiro começou no norte da região de Lugansk através de uma instituição parceira do PMA, Mercy Corps.

Cada pessoa vai receber cerca de US$ 20,5 por mês, o equivalente a cerca de R$ 71, para comprar comida. Aproximadamente 140 mil pessoas vão receber transferências em dinheiro ou cupons.

Crianças

O PMA expandiu sua operação de emergência para fornecer assistência alimentar para mais de 575 mil pessoas até o fim do ano.

Isto inclui 20 mil crianças que receberão assistência suplementar de alimentos adquiridos localmente por um período de seis meses. O objetivo é evitar maior deterioração de seu estado nutricional e de saúde.

Conflito

Anteriormente, a agência da ONU estava fornecendo assistência alimentar a cerca de 200 mil pessoas.

O conflito no leste da Ucrânia já afetou 5 milhões de pessoas, incluindo pelo menos 1,7 milhão de crianças.

O PMA prioriza os grupos populacionais mais vulneráveis entre residentes, deslocados internos, comunidades anfitriãs e crianças em risco de desnutrição.

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