Violência no Iraque matou 1.330 mil pessoas em julho

3 agosto 2015

Dados incluem vítimas do terrorismo e de confrontos armados; ONU promove evento que destaca impacto de atos como o extremismo violento em mulheres e meninas iraquianas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão da ONU no Iraque, Unami, confirmou a morte de 1.332 iraquianos em julho. No mesmo período, 2.108 pessoas foram feridas em atos de terrorismo, na violência e nos conflitos armados.

O informe das vítimas inclui civis, membros da polícia, bem como dados da província de Anbar. Bagdad foi a área mais afetada, com 335 mortos e 756 feridos.

Forças de Segurança

A Unami revelou ainda que o conflito iraquiano provocou mais de 488 mortos nos membros das forças de segurança.

Os dados incluem as baixas ocorridas nas milícias Peshmerga e Swat, que lutam ao lado do exército iraquiano. As operações que decorreram em Anbar registaram 492 feridos nas forças de segurança.

Impacto do Extremismo

Entretanto, a cidade iraquiana de Erbil acolhe uma conferência com foco no impacto do extremismo violento e do terrorismo em mulheres e meninas, particularmente nas comunidades minoritárias.

O evento reúne representantes do governo e das Nações Unidas, além de líderes religiosos e delegados da sociedade civil e da comunidade internacional.

Por ocasião da conferência, o vice-representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque disse que as mulheres podem ser "polos poderosos para uma mudança positiva" no país.

Políticas

Gyorgy Busztin afirmou que estas podem participar em esforços inovadores para "informar, formar, implementar políticas e programas para mitigar os efeitos do conflito e da radicalização violenta".

Com o título "Capacitando para enfrentar o impacto do terrorismo", a Conferência Nacional de Mulheres pretende dar poder ao grupo para combater a radicalização e o terrorismo.

As outras metas são promover a participação feminina na coesão social e na reconciliação, criar oportunidades para melhorar a sua representação e participação no poder e na tomada de decisões.

O evento aborda o papel feminino nos meios de comunicação, na internet na luta contra o extremismo além de promover parcerias para executar estruturas sobre as mulheres, paz e segurança e o seu o papel na construção da paz.

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