Unicef ajuda a registrar 70 mil crianças nascidas durante surto de ebola
BR

3 agosto 2015

Segundo o governo da Libéria, não foi possível garantir a certidão de nascimento durante crise de saúde; em 2014 e 2015, índice de registros caiu de forma considerável: 39% menor que em 2013.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, está apoiando o governo da Libéria numa campanha para registrar pelo menos 70 mil crianças que não têm certidão porque nasceram durante a crise do ebola.

Os registros de nascimento no país caíram drasticamente em 2014 e neste ano, quase 40%, na comparação com os níveis pré-ebola. Em 2013, antes do surto, 79 mil bebês receberam certidão, mas no ano passado, o registro foi garantido para apenas 48 mil nascimentos.

Existência

Entre janeiro e maio desde ano, apenas 700 bebês liberianos foram registrados ao nascer. O representante do Unicef no país destaca que “as crianças sem certidão não existem oficialmente”.

Sheldon Yett explica que “sem cidadania, as crianças da Libéria correm maior risco de ficarem marginalizadas”, porque o registro é essencial para acessar serviços sociais e de saúde.

Serra Leoa

A documentação também ajuda a prevenir o tráfico humano e a adoção ilegal. Com a ajuda do Unicef, a Libéria está instalando sistemas de registro e treinando funcionários. A campanha nacional deve começar nos próximos meses.

Em outro país afetado pelo ebola, Serra Leoa, 250 mil crianças receberam a certidão de nascimento recentemente, durante uma campanha que durou cinco dias.

 

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