OIM e Acnur formam técnicos para salvar migrantes no Mediterrâneo

31 julho 2015

Sessão envolveu membros da guarda costeira líbia e funcionários humanitários na Tunísia; pelo menos 2,2 mil pessoas morreram ou desapareceram enquanto atravessam o mar Mediterrâneo a caminho da Europa em 2015.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Membros da guarda costeira líbia e de organizações humanitárias participaram num seminário para salvar migrantes ao largo da costa do país do norte de África.

De acordo com a ONU, os portos líbios são o ponto de origem da maioria de pessoas que tentam atravessar o mar Mediterrâneo para a Europa.

Migrantes Vulneráveis

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, aponta para 2,2 mil mortos ou desaparecidos na rota este ano. Cerca de 1,3 mil perderam a vida em abril.

Em parceria com a Organização Internacional para Migrações, OIM, a agência da ONU organizou o evento na capital tunisina, Tunes, até esta quinta-feira.

O seminário avaliou a situação e os procedimentos para resgatar vidas no mar, incluindo a identificação dos migrantes vulneráveis e a prestação de assistência imediata quando estes desembarcam em portos líbios.

Operações de Salvamento

O evento também pretendia reforçar a coordenação entre os intervenientes na resposta às operações de salvamento em áreas desertas próximas das fronteiras terrestres da Líbia.

O seminário contou também com representantes da Cruz Vermelha e do Corpo Médico Internacional, IMS. As entidades apoiam o controlo das doenças transmissíveis dos migrantes afogados depois de serem recuperados do Mediterrâneo.

*Apresentação: Denise Costa.

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