ONU condena ataque que matou um bebê palestino na Cisjordânia
BR

31 julho 2015

Secretário-geral pediu que sejam levados à justiça os responsáveis pelo que chamou de “ato terrorista”; coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio afirmou estar “indignado” com ação.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral condenou de forma veemente o assassinato de uma criança palestina nesta sexta-feira na Cisjordânia e pediu que sejam “prontamente levados à justiça” os responsáveis pelo que chamou de “ato terrorista”

Segundo agências de notícias, um ataque com bombas incendiárias a duas casas teria sido cometido supostamente por “colonos judeus”.  A ação, na aldeia de Duma, perto de Nablus, matou um bebê palestino, que ainda segundo agências de notícias teria 18 meses. Os seus pais e irmão de quatro anos ficaram feridos.

Impunidade

Ban Ki-moon expressou condolências à família de Ali Dawabsha.

Ainda em nota emitida por seu porta-voz, o chefe da ONU afirma que “falhas contínuas em abordar de forma eficaz a impunidade de repetidos atos de violência de colonos levou a outro horrível incidente envolvendo a morte de um inocente” e que “isto deve acabar”.

Extremismo Violento

No comunicado, Ban afirma que a “ausência de um processo político e a política ilegal de assentamentos de Israel, assim como a prática severa e desnecessária de demolir casas palestinas, deu origem ao extremismo violento em ambos os lados”.

Segundo a nota, “isto representa uma ameaça adicional às aspirações legítimas dos palestinos por um Estado, assim como à segurança para a população de Israel”

O secretário-geral fez um apelo aos dois lados que tomem “passos corajosos para retornar ao caminho da paz”. Ban reiterou seu pedido a todos os envolvidos que garantam que as tensões não subam ainda mais, causando mais mortes.

Condenação

O  coordenador especial das Nações Unidas para o Processo de Paz no Oriente Médio afirmou estar “indignado” com o ataque.

Em nota, Nickolay Mladenov disse “se juntar aos governos e líderes políticos palestinos e israelenses na forte condenação” à ação.

Objetivo Político

Segundo Mladenov, este “assassinato hediondo” foi “realizado por um objetivo político”.

Ainda no comunicado, o coordenador especial afirmou que não se pode deixar que “tais atos permitam que o ódio e a violência tragam mais tragédias pessoas e enterrem qualquer perspectiva de paz”.

Para ele, “isto reforça a necessidade de uma solução imediata para o conflito e um fim à ocupação”.

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