Unicef denuncia uso de crianças em atos de extrema violência
BR

24 julho 2015

Relatos confirmam que no Iraque, na Nigéria e na Síria, menores de idade são obrigados a matar; 10 anos após Conselho de Segurança aprovar resolução sobre proteção  de crianças, milhões são vítimas de conflitos armados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.   

O diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, denunciou, esta sexta-feira, o uso de crianças como autoras de atos de extrema violência.

Segundo Anthony Lake, relatos do Iraque, da Nigéria e da Síria confirmam que menores são obrigados a participar de execuções e estimulados a acreditar que a violência é normal.

Vítimas

O diretor do Unicef destaca que “milhões de crianças no mundo todo são vítimas das guerras de adultos”, porque são assassinadas, feridas, estupradas ou raptadas.

Em países em conflito, casas e escolas são destruídas e as crianças ficam sem acesso à água e comida, sendo que milhares são forçadas a lutar com grupos armados.

Resolução

Anthony Lake lembra que há 10 anos, o Conselho de Segurança aprovou a resolução 1612, para ampliar a proteção das crianças afetadas por conflitos e ele garante que muitos esforços estão em andamento.

Por exemplo, no ano passado, mais de 10 mil crianças foram libertadas por grupos armados e começaram a receber apoio para que pudessem ser reintegradas em suas comunidades.

Sofrimento

Mas ainda assim, milhões de menores são expostos a atos de brutalidade, em “total desrespeito à infância”, nas palavras do chefe do Unicef. Anthony Lake afirma que qualquer criança morta ou forçada a matar num conflito é vítima.

O diretor do Unicef acredita que a comunidade internacional deve ficar indignada com tanta sofrimento e com a falta de ação para acabar “com tais horrores”.

 

 

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