ONU realiza Conferência Internacional de Recuperação do Ebola
BR

10 julho 2015

O encontro promovido pelo secretário-geral Ban Ki-moon conta com a cooperação dos presidentes da Guiné, Libéria e Serra Leoa; objetivo é demonstrar apoio da comunidade internacional aos esforços na região.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os presidentes da Guiné, Libéria e Serra Leoa realizam esta sexta-feira a Conferência Internacional de Recuperação do Ebola.

O encontro tem como objetivo garantir apoio global para os esforços não só de recuperação mas de reconstrução de um futuro melhor para os países mais atingidos pelo surto.

Ajuda Financeira

Falando a jornalistas na sede da ONU, o enviado especial do secretário-geral sobre o ebola, David Nabarro, afirmou que a reunião deve garantir promessas de ajuda financeira para a região.

Nabarro disse que as contribuições vão cobrir a implementação de estratégias de recuperação nacionais e regionais pelos próximos dois anos.

O enviado especial da ONU declarou que esse é um “esforço para que os países recebam os recursos que necessitam para reduzir as infecções a zero, mantê-las em zero e então iniciar o processo de recuperação”.

Nabarro afirmou que “a maior parte da região afetada pelo surto no oeste da África está livre da doença. A transmissão do vírus continua em alguns locais”.

Impactos

Os impactos sociais e econômicos do ebola vão ser sentidos por um longo período depois do fim do surto no continente africano.

Segundo a ONU, o ebola afetou virtualmente todos os setores da Guiné, Libéria e Serra Leoa, especialmente os serviços de saúde, empregos e educação.

Nesta quinta-feira, durante consultas técnicas para lidar com doença, a chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, afirmou que os “recentes novos casos na Libéria e os contínuos novos casos na Guiné e em Serra Leoa são um lembrete de que a batalha contra o ebola ainda não foi ganha”.

Necessidade Urgente

Helen Clark disse que isso também destaca a “necessidade urgente de aumentar as capacidades nacionais, regionais e internacionais de vigilância em saúde pública e gerenciamento de emergência”.

A chefe do Pnud falou que o “impacto mais direto” do surto foi a “perda trágica de vidas”.

Clark afirmou que a “epidemia também interrompeu as rápidas taxas de crescimento pelas quais os três países” estavam passando. Ela disse ainda que o “surto teve um impacto desproporcional” em mulheres, tanto nos números de casos quanto no de mortes.

 

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