Milhares de coreanos ainda aguardam chance de reencontro familiar
BR

25 junho 2015

Desde o ano 2000, cerca de 130 mil pessoas das Coreias do Sul e do Norte pediram oportunidade para rever parentes, segundo alto comissário da ONU; Zeid Al Hussein inaugurou escritório de direitos humanos na região.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos encerrou nesta quinta-feira uma visita de três dias à Coreia do Sul. Em Seul, Zeid Al Hussei inaugurou o primeiro escritório para tratar das questões dos direitos humanos na Coreia do Norte.

Segundo ele, o novo escritório pode ser considerado um “marco” e a abertura do local segue uma recomendação da Comissão de Inquérito sobre a Coreia do Norte.

Violações

No país vizinho, Zeid lembrou que os norte coreanos sofrem “há décadas” com as “fortes violações dos direitos humanos”, cuja “escala, natureza e gravidade revelam uma nação sem paralelos no mundo contemporâneo”.

O alto comissário revelou que a Coreia do Norte pode ter raptado 881 pessoas no Japão e ele lembrou de sofrimento das famílias que continuam separadas entres as Coreia do Sul e do Norte.

Reunificação

Desde o ano 2000, cerca de 130 mil pessoas fizeram oficialmente um pedido para o reencontro familiar, mas menos de 2 mil foram autorizadas a se encontrarem brevemente com seus familiares.

Zeid lamentou que “tragicamente, quase metade dessas pessoas, ou 62 mil, morreram sem rever seus entes queridos, dos quais haviam se separado há décadas, desde a divisão entre as duas Coreias.

No seu discurso antes de deixar a Coreia do Sul, Zeid Al Hussei elogiou a “transformação de sucesso” alcançada pela nação, desde que se tornou uma democracia há mais de 30 anos.

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