Malnutrição infantil provoca perdas de até US$ 800 milhões em Burquina Fasso

24 junho 2015

Estudo revela que mais de 4,7 milhões de pessoas em idade ativa não atingem todo o potencial devido ao nanismo; além da fraca produtividade ocorrem prejuízos nas áreas da saúde e educação no país da África Ocidental.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Burquina Fasso perde anualmente US$ 800 milhões devido à malnutrição infantil, segundo um estudo lançado esta terça-feira.

A pesquisa denominada o Custo da Fome em África envolveu a Comissão Económica das Nações Unidas para o continente, ECA, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

Trabalho

O estudo revela um aumento dos custos de cuidados de saúde, de obrigações adicionais sobre o sistema de educação e da baixa produtividade na força de trabalho.

A pesquisa abrange 12 países e destaca a desnutrição não apenas como uma questão de saúde, mas com  implicações sociais e económicas mais vastas. O país tem mais crianças a sofrer de nanismo do que há uma década.

Por terem contraído a doença na infância as perdas nas áreas rurais ultrapassam US$ 70 milhões, porque a maioria dos habitantes está envolvida no trabalho manual.

Escola

A condição que ocorre quando há perda de nutrientes essenciais, no útero ou nos primeiros dois anos, deixa consequências para toda a vida. Entre elas estão doenças frequentes,  mau desempenho escolar ou abandono escolar.

Mais da metade da população adulta do país foi afetada pelo nanismo na infância, o que coloca em mais de 4,7 milhões o número de pessoas em idade ativa que são incapazes de atingir todo o seu potencial.

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