Agências da ONU pedem US$ 1,6 bilhão para responder à crise no Iêmen
BR

19 junho 2015

Subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários fala em “catástrofe humanitária iminente”, 80% da população precisa de assistência; aumento da procura por hospitais devido à desnutrição aumentou 150%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As agências das Nações Unidas estão pedindo US$ 1,6 bilhão para ajudar a população do Iêmen, país árabe do Golfo onde 80% da população precisa de assistência – ou mais de 21 milhões de pessoas.

Nesta sexta-feira, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, alertou  que o país enfrenta uma “iminente catástrofe humanitária”.

Luta Diária 

Em Genebra, o porta-voz do subsecretário-geral, Jens Laerke, acrescentou que os civis lutam para alimentar suas famílias e os serviços básicos estão em colapso em várias regiões.

São milhões de iemenitas sem acesso à água potável, saneamento ou serviços básicos de saúde, o que aumenta os casos de dengue e de malária. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, as internações nos hospitais devido à desnutrição aumentaram 150% desde março.

Doenças

Mais de 50 centros de saúde e hospitais sofreram danos com o conflito e faltam medicamentos para diabetes, hipertensão e câncer. Mais de 2 milhões de crianças do Iêmen podem ter diarreia e dezenas de milhares de grávidas estão com dificuldades para fazer o pré-natal. Mais de 20 milhões de pessoas não têm acesso à água potável.

A revisão do apelo financeiro da ONU feita nesta sexta-feira será suficiente para fornecer comida, água e abrigo aos 11,7 milhões de iemenitas mais vulneráveis. Ao anunciar o plano, a ONU agradeceu a contribuição de quase US$ 245 milhões feita pela Arábia Saudita.

Ataques

Apesar dos perigos no país, as agências humanitárias continuam fazendo o possível para garantir ajuda à população. Desde março, quando os confrontos começaram, quase 2 milhões de pessoas receberam comida e 140 mil crianças desnutridas foram tratadas.

A Organização Mundial de Saúde conseguiu despachar 130 toneladas de medicamentos, mas falta dinheiro para ampliar as operações. Na noite de quinta-feira, o enviado especial da ONU ao Iêmen condenou uma “série de ataques terroristas” ocorridos na capital Sanaa no dia 17.

Segundo Ismail Cheikh Ahmed, bombardeios em três mesquitas mataram várias pessoas. Ele deplorou as mortes dos civis.

 

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