Zeid quer medidas urgentes para garantir educação de qualidade às meninas
BR

16 junho 2015

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos pede aos países ações para que todas as meninas do mundo possam frequentar a escola; quase um terço das nações ainda não atingiu a igualdade no ensino primário.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Quase um terço dos países do mundo ainda não alcançou a igualdade de gênero no ensino primário. Por isso, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos defende que todas as nações “tomem medidas urgentes para garantir que todas as meninas tenham acesso à educação de qualidade”.

Zeid Al Hussein falou esta terça-feira em Genebra, num painel sobre o direito que todas as garotas têm à educação. Para o representante da ONU, se não houver avanços no setor e nos direitos das mulheres, os prejuízos serão refletidos nas gerações futuras.

Obstáculos

No seu discurso, Zeid citou outros dados alarmantes: menos da metade dos países têm a mesma quantidade de meninas e de meninos no ensino secundário. E em muitas nações, um “número chocante de garotas enfrentam violência sexual e assédio dentro da escola ou no caminho para a escola”.

Nos países em desenvolvimento, um terço das meninas casa antes de completar 18 anos e milhões tornam-se mães ainda na adolescência e com isso, fica mais difícil continuar os estudos.

Violência Extrema

O alto comissário para os Direitos Humanos mencionou também as escolas para meninas que são alvo de ataques de extremistas. Entre 2009 e 2014, milhares de estabelecimentos de ensino foram atacados em 70 países. Zeid Al Hussein lamentou que muitas estudantes são “envenenadas, mortas, mutiladas ou sofrem abuso sexual”.

Para ele, são “ataques covardes e uma expressão extrema de movimentos que resistem profundamente aos direitos iguais para as mulheres”.

Futuro

Segundo o alto comissário, a autonomia feminina está entre os avanços mais significativos do último século. Ele lembrou que o acesso à educação é um direito e fundamental para que as jovens possam fazer escolhas sobre saúde, carreira e vida pessoal.

Para Zeid, investir na educação das meninas não é apenas a coisa certa a ser feita: é também uma ação inteligente.