Relatores da ONU criticam ações para migrantes e minorias na Europa
BR

15 junho 2015

Especialistas citaram ineficácia do sistema de controle de fronteiras e de problemas com racismo e discriminação contra o povo Roma, como são chamados os ciganos.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Os relatores especiais da ONU sobre os Direitos Humanos de migrantes e sobre assuntos de minorias criticaram as ações adotadas na Europa para lidar com esses problemas.

François Crépeau e Rita Izsák falaram sobre o assunto durante debate no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Fronteiras

Crépeau lamentou a “contínua ineficácia do sistema da União Europeia para controlar as fronteiras e a falta de coerência na abordagem das questões de migração”.

Ele afirmou que “fechar as fronteiras é uma fantasia”. Para Crépeau, a única forma dos países controlarem as fronteiras é investindo na mobilidade.

Segundo o relator, “o maior fracasso da agenda europeia de migração foi não ter proposto um canal regular e seguro para trabalhadores de baixa qualificação”.

Racismo

A relatora Rita Izsák mostrou preocupação com os problemas de racismo e de extrema marginalização contra as comunidades Roma, como os ciganos são chamados.

Izsák disse que estes grupos continuam enfrentando desvantagens em relação a questões de habitação, saúde, emprego e educação.

Ela afirmou que os mais afetados são mulheres e crianças, migrantes e pessoas apátridas.

Para resolver o problema, a relatora recomenda a inclusão da história e da cultura dos povos Roma nos currículos escolares. Ela deixou claro que é preciso também monitorar e responder imediatamente aos discursos de ódio.

Izsák disse ainda que é importante encorajar a liderança das comunidades Roma e criar as condições para uma participação eficaz desse grupo em todos os aspectos da vida.

 

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