Papa Francisco: acabar com a fome é obrigação que não pode ser negligenciada
BR

11 junho 2015

Declaração do pontífice foi feita a participantes da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO; ele destacou a importância de reduzir o desperdício de comida, e criar um senso de solidariedade global para garantir segurança alimentar para todas as pessoas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O papa Francisco afirmou que a comunidade internacional deve responder ao “imperativo moral” de garantir acesso a alimentos básicos como um “direto de todas as pessoas”.

A declaração foi feita a participantes da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, durante audiência especial no Vaticano nesta quinta-feira.

Solidariedade Global

O papa destacou a importância de reduzir o desperdício de comida, fornecer educação nutricional e criar um senso de solidariedade global para garantir segurança alimentar para todas as pessoas.

Ele afirmou que “as estatísticas sobre desperdício alimentar são causa de preocupação”, em referência a dados da agência da ONU que mostram que um terço de toda a comida produzida no planeta é perdida ou desperdiçada.

O pontícife também convidou as pessoas presentes a refletir sobre as consequências para a segurança alimentar, especialmente para famílias de agricultores, da especulação dos mercados em commodities agrícolas e volatibilidade dos preços dos alimentos.

Agricultura

O papa pediu aos participantes que coloquem a agricultura no centro das atividades econômicas nacionais e apoiem ações com objetivo de fortalecer as capacidades das comunidades de lidar com desastres causados pela natureza ou pela humanidade.

Ele também expressou preocupação com as aquisições em larga escala de terras agrícolas por companhias transnacionais e governos o que, “não só priva os agricultores de um bem essencial", mas também "afeta a soberania das nações”.

O papa Francisco também mencionou sua participação na 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição, em novembro do ano passado. Na ocasião, ele fez um apelo aos líderes mundiais que transformem declarações em ações concretas para aumentar o nível nutricional de suas populações.

Ele citou a responsabilidade de “responder concretamente às necessidades das pessoas que passam fome e de todos os que procuram, no desenvolvimento agrícola, uma resposta para sua situação”.

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