Ban fala sobre promoção do diálogo para paz com líderes religiosos
BR

10 junho 2015

Secretário-geral está no Cazaquistão, onde participou do Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais; ele afirmou que “todos os crimes cometidos em nome da religião são crimes contra a religião”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York

Os líderes religiosos têm “papel central” em tempos de agitação, quando podem fornecer uma base comum para manter as comunidades unidas e para o estabelecimento da paz e a resolução de problemas.

A declaração foi feita pelo secretário-geral da ONU nesta quarta-feira em um Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais, no Cazaquistão.

Diálogo

Ban Ki-moon falou na abertura de um diálogo para promover paz e prosperidade em momentos de turbulência.

Ele afirmou que os líderes religiosos devem “ensinar a seus seguidores o verdadeiro significado da reconciliação, do entendimento e do respeito mútuo”.

O chefe da ONU destacou ainda que “todos os crimes cometidos em nome da religião são crimes contra religião”. Ele condenou as “atrocidades” cometidas pelos grupos Daesh, denominação em árabe do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, Boko Haram, Al Shabaab, Al-Qaeda e outros “grupos sectários e terroristas”.

Para o secretário-geral, a violência em nome da religião pede uma ação organizada de governos, comunidades religiosas, sociedade civil e da mídia. Ele destacou o lançamento em setembro, durante a 70ª Assembleia Geral, de um plano de ação de prevenção ao extremismo violento.

Mulheres

Ban disse que mulheres e meninas muitas vezes suportam o “peso de ideologias violentas” e também mencionou os jovens.

Ele apontou como fatores para violência o declínio econômico duradouro, oportunidades educacionais e de empregos limitadas e a exclusão da participação social, cultural e política.

Pontes

Para o secretário-geral, em tudo o que a comunidade internacional fizer contra a radicalização, o respeito à lei internacional deve sempre prevalecer.

Segundo Ban, “líderes religiosos e políticos devem reconhecer uma verdade poderosa: quanto maior o espaço para democracia e liberdades fundamentais, menores as chances para o extremismo e violência”.

Para o chefe da ONU, “não há maior causa atualmente do que construir pontes de entendimento e cooperação entre comunidades”. Ele afirmou ainda que a tolerância deve ser “mais ativa e dinâmica”.

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