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Conflito no Afeganistão fez mais de 978 mortos desde fim de abril, diz Unama

Vista aérea da cidade de Cabul, Afeganistão. Foto: Unama/Ari Gaitanis

Conflito no Afeganistão fez mais de 978 mortos desde fim de abril, diz Unama

Hospital de Emergência de Cabul registou mais de metade de feridos em relação ao mesmo período do ano passado; missão da ONU no país informou que agravamento do conflito exige maiores capacidades humanitárias.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Pelo menos 978 civis morreram e 1.989 ficaram feridos desde 30 de abril devido ao conflito no Afeganistão.

A informação foi dada, este domingo, pelo representante especial adjunto do secretário-geral da ONU para o país, Mark Bowden.

Aumento de Feridos

Falando em Cabul, o responsável citou fontes médicas dando conta de um aumento de 50% de feridos em relação ao mesmo período do ano passado no Hospital de Emergência de Cabul.

Para  Bowden a situação ilustra o impacto devastador do conflito. Além de mortos e feridos, ele disse que muitas famílias estão a deixar as suas casas para procurar refúgio em comunidades vizinhas.

O pronunciamento foi feito no 2º Fórum da Media Independente e da Sociedade Civil na capital afegã. O também vice-chefe da Missão das Nações Unidas no Afeganistão, Unama, declarou que a intensificação do conflito exige maiores capacidades humanitárias em 2015.

Alvos de Ataques

Bowden considerou preocupante o facto de neste período de maior necessidade os funcionários humanitários estarem a ser cada vez mais alvo de ataques.

Agências de notícias disseram que a polícia deu início a uma operação contra homens armados na semana passada. De acordo com os relatos, mais de 23 pessoas morreram nas últimas semanas em ataques atribuídos ao Talebã. O número inclui funcionários humanitários internacionais.

Sequestrados

Antes, a Unama revelou que desde o princípio de 2015, 26 trabalhadores de auxílio foram mortos, 17 ficaram feridos e 40 foram sequestrados no país.

No evento, o responsável da operação de paz  chamou a atenção para o papel crucial da sociedade civil para que os intervenientes estatais e não estatais sejam responsabilizados pelas suas ações.

Apresentação: Denise Costa.

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