Redução da pobreza na América Latina se deve a salários mais altos
BR

3 junho 2015

Avaliação é do Banco Mundial; órgão cita o “acentuado aumento do preço das commodities na última década”; situação não teria implicado em “melhores oportunidades de emprego”.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

O Banco Mundial afirmou que o “acentuado aumento do preço das commodities na última década ajudou a elevar os salários das pessoas menos favorecidas na América Latina e no Caribe”. No entanto, isto não significou melhores oportunidades de emprego.

De acordo com um novo estudo da instituição financeira, as melhorias na qualidade dos empregos dos trabalhadores não qualificados foram relativamente pequenas. Além disso, os salários nos países não exportadores de matérias-primas da região aumentaram bem menos ou, em realidade, foram reduzidos.

Conclusões

Estas são algumas das principais conclusões do novo relatório do órgão, lançado nesta quarta-feira. O estudo também apresenta os mais recentes índices de desigualdade de pobreza e renda para a região usando pesquisas comparativas domiciliares e de mão de obra.

O relatório mostra que, após mais de uma década de contínuo declínio, 2013 foi o terceiro ano seguido com estagnação da desigualdade. Segundo o Banco Mundial, à medida que o crescimento per capita desacelerou, o mesmo ocorreu com a redução da pobreza, em comparação com a primeira década do século 21.

Pobreza

Segundo o estudo, a pobreza, ou a subsistência com menos de US$ 4 por dia, caiu de 25,3% em 2012 para 24,3% em 2013 na América Latina e no Caribe.

Também na região, a extrema pobreza, pessoas que ganham menos de US$2,50 por dia, caiu de 12,2% para 11,5% no mesmo período.

Mesmo de forma mais lenta, este avanço na redução da pobreza não aconteceu de forma uniforme em toda a região. México e América Central tiveram um desempenho menor de que outras subregiões.

*Com informações do Banco Mundial.

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