PMA: trégua no Iêmen insuficiente para levar assistência a todos que precisam
BR

19 maio 2015

Pausa humanitária durou cinco dias; Programa Mundial de Alimentos distribuiu comida para 400 mil pessoas durante o período; em meio a conflito contínuo no Iêmen, agências da ONU pedem “pausas previsíveis” para ajuda humanitária.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

De acordo com agências humanitárias da ONU, o cessar-fogo de cinco dias no Iêmen não foi longo o suficiente para fornecer a ajuda necessária. O objetivo da trégua foi permitir que assistência fundamental fosse entregue à população civil sitiada no país.

Em nota, a chefe do Programa Mundial de Alimentos, PMA,  no país, Purnima Kashyap, explicou que apesar da agência ter “corrido contra o tempo” suas ações de emergência só alcançaram metade da meta pretendida.

Comida

A agência enviou comida para mais de 400 mil pessoas durante a pausa e conseguiu alcançar áreas que estavam inacessíveis. No entanto, o PMA esperava chegar a 738 mil pessoas.

Ela afirmou estar “profundamente preocupada com famílias fora do alcance”. A representante da agência disse serem necessárias “pausas previsíveis nos confrontos”, que permitam à agência alinhar os parceiros no terreno para transportar alimentos e atingir o número máximo de pessoas”.

De acordo com o PMA, quase metade da população do Iêmen já estava em situação de insegurança alimentar mesmo antes do conflito.

Nos primeiros quatros dias da trégua, trabalhadores humanitários enviaram comida suficiente para cobrir as necessidades alimentares de mais de 273 mil pessoas por um mês.

Também foram distribuídos itens não alimentares para cerca de 32 mil pessoas e combustível para garantir a 1,2 milhão de pessoas acesso à água potável.

Acnur

Falando a jornalistas em Genebra,o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, afirmou que “postos de controle, insegurança e altos preços de transporte dificultam a movimentação”.

Adrian Edwards disse ainda que  o “acesso à assistência médica é muito distante para muitos” . Ele afirmou que a trégua permitiu ao Acnur que enviasse mais ajuda a pessoas deslocadas em áreas anteriormente de difícil alcance.

No entanto, ele mencionou que insegurança, escassez de combustível e outros desafios logísticos prejudicaram a plena implementação do plano humanitário durante a pausa. Segundo Edwards, milhares de civis ainda estão em enorme dificuldade.

De acordo com o porta-voz, as equipes “encontraram populações traumatizadas, com medo e lutando por necessidades básicas”.

Instalações de saúde dizem que desde 19 de março, 1.820 pessoas morreram e 7.330 ficaram feridas por causa do conflito.

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