Sudão do Sul: pessoal humanitário é retirado do estado de Unidade

11 maio 2015

ONU diz que medida deve-se ao ressurgimento de combates; mais de 300 mil pessoas ficam sem assistência essencial; interrupção coincide com fim de reservas alimentares e auge da temporada de plantio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O coordenador humanitário das Nações Unidas no Sudão do Sul disse esta segunda-feira que o conflito obrigou a uma retirada de funcionários de ONGs e de agências da ONU da área de Leer, no estado de Unidade.

Em nota, Toby Lanzer afirmou que a resposta humanitária foi interrompida na área, situada a sul de Bentiu, a capital estadual. Nos estados de Jonglei e de Alto Nilo o conflito também está mais ativo, segundo as Nações Unidas.

Impacto

Como consequência da medida, mais de 300 mil necessitados estão sem acesso à ajuda alimentar de emergência e aos serviços médicos que são essenciais.

O chefe humanitário refere que o ressurgimento da violência ocorre num momento em que esgotaram os stocks alimentares e no auge da temporada de plantio. A época é marcada pela plantação de culturas que devem ser colhidas ainda este ano.

Emergência

Toby Lanzer disse que as agências de ajuda humanitária estão empenhadas em voltar a áreas de Unidade, além de continuar as operações de emergência assim que haja segurança.

Lanzer pediu garantias a todos os lados do conflito para a continuação da atividade humanitária sem demora, "em nome das populações necessitadas e baseado em princípios de humanidade, imparcialidade e neutralidade."

Antes, as Nações Unidas estimaram que até 6,4 milhões de pessoas podiam ser afetadas pela insegurança alimentar devido ao conflito entre o governo e os rebeldes iniciado em dezembro de 2013.

Cerca de 1,9 milhões de sudaneses são deslocados internos e 293 mil pediram abrigo nos países vizinhos.

*Apresentação: Denise Costa.

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