Libéria tem 1ª campanha de vacinação contra pólio desde surto de ébola

8 maio 2015

Organização Mundial da Saúde, Unicef e Ministério da Saúde estão a liderar ação com o objetivo de proteger mais de 600 mil crianças contra poliomielite e sarampo; é possível que nação seja declarada livre do ébola este sábado.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Iniciou esta sexta-feira na Libéria uma ação de uma semana para vacinar 600 mil crianças contra a poliomielite e o sarampo. Trata-se da primeira campanha de vacinação em massa no país, desde o surto do ébola há um ano.

A coordenação está a ser feita pelo Ministério da Saúde da Libéria, pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e pela Organização Mundial da Saúde, OMS. O ministro liberiano da Saúde, Walter T. Gwenigale, destacou que “a interrupção do programa de vacinação no país criou uma brecha de imunização alarmante” e deixou muitas crianças sujeitas a doenças.

Idades

O ministro acrescentou que as vacinas irão proteger crianças de doenças que podem matá-las ou deixá-las paralisadas, sendo “um passo crucial para a recuperação dos serviços de saúde do país”.

Mais de 683 mil crianças de até cinco anos de idade receberão pelos próximos dias a vacina contra a pólio e 603 mil menores entre seis meses e cinco anos serão vacinados contra o sarampo. Crianças de um a cinco anos também recebem medicamentos contra parasitas.

Impacto do Ébola

A OMS acredita que a Libéria será declarada livre do ébola neste sábado, se não for confirmado mais nenhum caso. Mas continua o risco do vírus ser reintroduzido no país devido ao surto na Guiné Conacri e Serra Leoa, por isso medidas de prevenção do ébola serão reforçadas durante a campanha de vacinação.

Segundo a agência da ONU, a taxa de vacinação contra sarampo na Libéria caiu 45% entre agosto e dezembro do ano passado, impacto do surto de ébola. A doença viral é altamente contagiosa e está entre as principais causas de morte de crianças no mundo.

Já a pólio pode levar à paralisia e até causar morte, sendo as crianças menores de cinco anos as mais vulneráveis. Entretanto, a OMS lembra que as duas doenças são fáceis de prevenir, uma vez que as vacinas são eficientes e de baixo custo.

 

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