Unesco quer investigação à morte de jornalistas africanos

7 maio 2015

Assassinatos ocorreram no Quénia e na Somália em finais de abril; diretora-geral da agência da ONU destaca que não deve haver impunidade sobre o tipo de crimes.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, reagiu esta quinta-feira à morte de jornalistas de meios de comunicação privados baseados na Somália e no Quénia.

O primeiro caso é de um profissional de rádio da cidade somali de Baidoa.  Daud Ali Omar, de 35 anos, foi alvejado a tiro na noite de 29 de abril com a sua esposa, Hawo Abdi Aden.

Preço Alto

Bokova disse que jornalistas da Somália têm vindo a pagar um "preço inaceitavelmente alto" para tentar manter informado o povo do seu país.

Na nota, a chefe da agência da ONU considera essencial que as autoridades façam tudo ao seu alcance para melhorar a segurança dos jornalistas, destacando que estas não podem permitir que haja impunidade sobre o tipo de crimes.

Editor Queniano

O segundo caso envolve o assassinato do editor do jornal queniano the Mirror Weekly. John Kituyi, de 63 anos, fundou a publicação regional há uma década. A sede do semanário está situada na cidade de Eldoret, no oeste do Quénia, onde ocorreu o assassinato a 30 de abril.

A chefe da Unesco considera importante que as autoridades quenianas conduzam uma investigação completa sobre o crime. A nota destaca que o delito não deve ficar impune.

A responsável ressaltou que a liberdade de produzir, difundir e receber notícias e informações de uma media livre, pluralista e independente depende de compromisso dos Estados de garantir que os trabalhadores desempenhem as suas funções sem medo de violência e de represálias.

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Entrevista: Christiane Amanpour

 

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