Moçambique celebra Dia Internacional da Parteira destacando sua relevância

5 maio 2015

Autoridades pedem maior contributo das profissionais para uma sociedade mais saudável e livre da mortalidade materno-infantil; autoridades querem uma maior humanização dos cuidados de saúde.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.*

Celebra-se este 5 de maio o Dia Internacional da Parteira. O lema é "O Mundo Precisa da Parteira Hoje Mais do Que Nunca".

O Ministério da Saúde de Moçambique reiterou o seu compromisso em investir para reforçar a saúde materna de qualidade. A expectativa é que, dessa forma, haja um maior contributo para uma sociedade mais saudável e livre da mortalidade materno-infantil.

Profissão

A Rádio ONU, em Maputo, conversou com a presidente da Associação das Parteiras de Moçambique. Otilia Tualafa considerou a sua profissão gratificante.

“É sempre um prazer trazer uma criança ao mundo. É uma profissão nobre e ao mesmo tempo com muito stress, porque quando a parteira recebe a gestante em trabalho de parto, ali joga o papel muito importante, salvar a vida da mulher e da criança, tem que lutar em ter as duas pessoas sãs e salvas. Então tem que controlar o trabalho de parto para que garanta um parto seguro e ter um bebé saudável, que muitas das vezes pode não acontecer devido alguma complicação.”

No ato da comemoração da efeméride, em Maputo, a ministra moçambicana da Saúde elogiou a atividade das parteiras no apelo para o redobrar de esforços das profissionais para salvar vidas.

Primeira Semana

Nazira Abdula disse que, anualmente, centenas de milhões de mulheres perdem a vida e 3 milhões de recém-nascidos não sobrevivem após a primeira semana de nascimento.

A chefe do Departamento de Enfermagem do Ministério da Saúde, Olga Novela, falou das assistentes de parto em zonas mais distantes do país.

“Os meus parabéns às enfermeiras parteiras pelo trabalho que executam, em especial aquelas que estão nas terras longínquas, nos centros de saúde que trabalham 24 horas. Temos parteiras que trabalham das 7 às 15 horas, mas quando vai para casa não descansam, continuam toda noite e vão lhes chamando. Então, está 24 horas por dia, de 1 de janeiro até 31 dezembro, mas trabalha com todo o carinho. Os meus parabéns vão para esta classe de enfermeiros de saúde materna.”

A humanização dos cuidados de saúde e a qualidade da prestação dos serviços do setor é das uma das prioridades definidas pelo Ministério de Saúde de Moçambique. A perda de vidas ocorre devido à falta de acesso a saúde materna e serviços básicos de obstetrícia prestada por pessoal qualificado.

Para cada mulher que morre tragicamente, outras 20 são vítimas de graves enfermidades, de doenças crónicas ou de deficiências tais como a fístula obstétrica, referiu a ministra moçambicana.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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