Angola preocupada com execução de acordo sobre milícias da RD Congo

5 maio 2015

Chefe da diplomacia angolana fala de ações para deter grupos como M23, movimento Interamue e Fdlr; Na liderança da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, país também participa no fórum centro-africano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola disse estar preocupada com o ritmo da implementação de acordos para acabar com os grupos armados no leste da República Democrática do Congo, RD Congo.

As declarações são do ministro das Relações Exteriores do país, que falou à Rádio ONU, em Nova Iorque, sobre as ações que devem ser aceleradas para ajudar a estabilizar a região.

Atrasos

Georges Chikoti disse que deve ser completamente implementado o acordo assinado em Nairobi, no ano passado, para que o leste da RD Congo não tenha qualquer grupo armado ou força que contrarie a paz.

"Há alguns atrasos na sua implementação que nos preocupam. Interessa-nos que as soluções previstas o âmbito do acordo sejam implementadas e relativamente ao M23 seja alcançado de facto. Isse tem que ser agora alcançado em relação ao movimento Interamue e os Fdlr , que também estão a ser engajados pelas Forças Armadas congolesas. De facto, o interesse é que a área possa viver em paz e sem nenhum grupo rebelde ou força que contrarie o que está previsto."

Helicóptero

As declarações foram feitas nesta segunda-feira, pouco antes de a Missão da ONU na RD Congo ter condenado o ataque a um dos seus helicópteros na área de Beni. O aparelho aterrou em segurança, após ter sido alvejado por homens armados não identificados.

Na ONU, o chefe da diplomacia angolana representou o seu país numa reunião entre a ONU e entidades regionais. Angola preside a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, Cirgl.

Na liderança do órgão regional, o ministro angolano apontou também a violência no Burundi como uma preocupação ao lado de outras situações que para ele requerem atuação imediata.

"Vamos, nos próximos dias, tentar realizar uma reunião dos chefes de Estado-maior da região porque também a situação na República do Congo o Ruanda não mudou. Teremos ainda uma delegação que vai participar no Fórum sobre a Paz na República Centro-Africana."

Brigada

Para ele, uma das maiores realizações internacionais na RD Congo foi o envio da brigada de intervenção da ONU que atua no país. Chicote sugeriu a aplicação da medida em outros conflitos, conforme o caso e em algumas situações.

O fórum centro-africano teve início esta segunda-feira e estende-se até a próxima semana. Na abertura do encontro, para aproximar as partes do confito centro-africano, esteve o secretário de Estado angolano das Relações Exteriores.

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Entrevista: Georges Chikoti

 

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