Angola chama a atenção para fatores que provocam instabilidade nos países

4 maio 2015

Ministro das Relações Exteriores destaca preocupação com Burundi e esperança na República Centro-Africana; pronunciamento foi feito na qualidade de país que assume presidência da Conferência Internacional dos Grandes Lagos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola participou esta segunda-feira no encontro de alto nível que abordou, em Nova Iorque, a cooperação entre as Nações Unidas e entidades internacionais e sub-regionais.

No evento, o ministro angolano das Relações Exteriores discursou na qualidade de representante do país que preside a Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, Cirgl.

Oportunidades

Georges Chikoti defendeu que a falta de oportunidades económicas e o fracasso dos Estados  na prestação de serviços essenciais aos cidadãos é uma receita para a instabilidade política em qualquer lugar do mundo.

Uma coordenação melhor e mais eficaz entre essas entidades foi apontada como a prioridade para o avanço e para o reforço da cooperação entre a ONU e as organizações regionais e sub-regionais.

O chefe da diplomacia angolana disse ainda que o exemplo da República Democrática do Congo, RD Congo, mostrou que a ação de uma brigada de intervenção é um modelo para ser replicado. Chikoti frisou, entretanto, que a aplicação deve ser conforme o caso e em algumas situações de conflito.

Recursos

O país reiterou que a resolução de conflitos por meios pacíficos deve continuar a maior prioridade. O responsável considera necessária uma maior mobilização de recursos para executar ações ou mandatos em áreas como sua prevenção e mediação, pacificação e consolidação da paz.

Angola declarou que também acompanha de perto os desenvolvimentos políticos na região, especialmente no Burundi e República Centro-Africana.

Aos burundeses, o apelo é que as partes envolvidas se abstenham de quaisquer atos de violência e respeitem o Estado de direito. Angola revelou estar profundamente preocupada com relatos de violência  antes das eleições gerais no país.

Desafios

Sobre a República Centro-Africana, Chikoti disse que apesar de vários desafios há "sinais crescentes de esperança".

Nesta segunda-feira, o país disse ter concedido US$ 4 milhões para apoiar o Fórum de Bangui que decorre durante a semana. O evento visa levar as principais partes do conflito para discutir o futuro político centro-africano.

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