Na Serra Leoa, 126 mil pessoas serão beneficiadas com programa social

4 maio 2015

Em colaboração com o Unicef e o Banco Mundial, que estão a investir mais de US$ 7 milhões no projeto, famílias pobres receberão assistência em dinheiro; comunidades afetadas pelo ébola têm prioridade.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O governo da Serra Leoa, em colaboração com o Banco Mundial e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, lançou esta segunda-feira um programa de protecção social para beneficiar as famílias extremamente pobres do país.

O projeto foi apresentado no distrito de Tonkolili, um dos mais pobres de Serra Leoa. O Banco Mundial está a financiar a iniciativa com US$ 7 milhões, enquanto o Unicef investe US$ 300 mil. O governo do país concede US$ 1 milhão.

Famílias Pobres

No geral, o programa busca identificar e prestar assistência às famílias pobres e vulneráveis, incluindo as comunidades afectadas pelo surto de ébola. Serão feitas transferências em dinheiro para 21 mil famílias extremamente pobres, o que beneficiará 126 mil pessoas, incluindo crianças e sobreviventes do ébola.

Com a ajuda financeira, as famílias poderão comprar comida, enviar as crianças para a escola e proteger seu gado. A fase inicial do programa cobre apenas 14% das 147 mil famílias muito pobres que precisam de assistência no país. Mais de 2,7 mil beneficiários já começaram a receber as transferências em dinheiro.

Linha da Pobreza

O gerente do Banco Mundial na Serra Leoa, Francis Ato-Brown, reforçou o apoio do órgão ao país, num momento em que o progresso é crucial “face aos impactos arrasadores do surto de ébola”.

A representação da presidência de Serra Leoa declarou que o novo programa social faz parte de um objetivo maior: reduzir o número de cidadãos abaixo da linha da pobreza e colocar o país, até 2035, no nível de nação de média renda.

Impactos Sociais

O governo espera reforçar a coordenação e implementação da proteção social, com projetos que melhorem a nutrição e os serviços de saúde e de educação à população.

Com o surto de ébola, os sectores económico e social da Serra Leoa sofreram muitos impactos, uma vez que o vírus causou imensas mortes e fez com que famílias perdessem sua fonte de renda. Além disso, as crianças deixaram de ir à escola e muitas tornaram-se órfãs após perderem seus pais.

O ministro das Finanças de Serra Leoa, Kaifala Marah, declarou que “a rede de protecção social foi criada em linha com a agenda de desenvolvimento do país”, com a proposta de “criar um sistema que combata a pobreza e a desigualdade”.

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