Unfpa aponta alto estado de tensão nas meninas libertadas do Boko Haram

4 maio 2015

Chefe da agência revela planos de aconselhamento mais intenso e individual; expectativa é reabitar as pessoas para viverem nas comunidades; ofensiva do exército soltou mais de 300 mulheres e crianças na semana passada.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor executivo do Fundo da ONU para a População, Unfpa, Babatunde Osotimehin , disse haver sinais de um alto estado de tensão entre as meninas libertadas dos insurgentes Boko Haram na Nigéria.

Mais de 300 mulheres e meninas foram soltas pelo exército, na semana passada, da floresta de Sambiza.

Aconselhamento

Osotimehin falava a jornalistas, no domingo, na cidade de Lagos, sobre a intervenção específica junto ao grupo libertado. Agências de notícias citam as autoridades locais em estimativas que dão conta do rapto de mais de 2 mil mulheres  pelo grupo.

O responsável disse que algumas das meninas e mulheres que retornaram têm níveis de stress maiores do que se podia esperar, daí a necessidade de um aconselhamento mais intenso aliado a um trabalho individual para garantir que estas se sintam mais confortáveis.

Terapia

O chefe da agência declarou estar satisfeito porque as comunidades não expulsaram nem rejeitaram as retornadas, o que considera uma parte importante da terapia.

De acordo com o exército, mais de 700 pessoas foram retiradas do controlo das milícias durante a ofensiva contra o grupo islâmico que está em curso.

Escola

Osotimehin  disse que agora que a situação parece estar a estabilizar, é preciso garantir que as meninas possam ir à escola e sejam reabilitadas na própria estrutura social.

A educação é a mais importante intervenção na área da mulher, lembrou o chefe do Unfpa ao declarar-se otimista e feliz com o estado atual do processo e as perspetivas do fim das hostlidades num futuro próximo. Ele afirmou que com o fim do conflito, a expectativa é reabitar as pessoas para viverem nas comunidades.

Chibok

Entretanto, agências de notícias referem que, aparentemente, no grupo dos recém-libertados do Boko Haram não estão as mais de 200 estudantes sequestradas há um ano na área de Chibok.

De acordo com a ONU, mais de 3 milhões de pessoas vão precisar de assistência alimentar urgente de maio a outubro no nordeste da Nigéria.  O número de deslocados internos na área aumentou em mais de 300 mil nos últimos dois meses para 1,4 milhão.

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