Em Katmandu, Valerie Amos fala sobre urgência em fornecer abrigo aos civis
BR

1 maio 2015

Subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários está na capital do Nepal e destacou preocupação com a aproximação da temporada de monções; já foram disponibilizados US$ 53 milhões para assistência ao país.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários está na capital do Nepal, Katmandu, avaliando de perto a resposta aos sobreviventes do terremoto. Nesta sexta-feira, Valerie Amos pediu à comunidade internacional para continuar apoiando os milhões de nepaleses que tentam reconstruir suas vidas.

O terremoto de magnitude 7.8 atingiu o país no último sábado e mais de 6 mil pessoas morreram. A ONU calcula que 8 milhões de nepaleses precisam urgentemente de ajuda, principalmente no Vale de Katmandu.

Generosidade

Muitas pessoas estão em áreas pobres e distantes, difíceis de serem alcançadas. Logo após o desastre natural, governo e agências humanitárias internacionais lançaram uma grande operação de ajuda.

Sobre esses trabalhos, Valerie Amos declarou ter ficado “tocada e encorajada com a generosidade e solidariedade demonstradas até o momento”. Mas a subsecretária-geral da ONU afirmou ter consciência da “urgência em se fornecer abrigos de emergência e serviços básicos”, porque segundo ela, “muitas pessoas perderam tudo”.

Desafios

Outra preocupação de Amos é com a temporada de monções, prevista para este mês e com a possibilidade de fortes chuvas, os desafios no Nepal são imensos, principalmente para a logística das operações.

As Nações Unidas continuam ajudando o governo a fornecer abrigo, água, saneamento, serviços de saúde e proteção aos feridos. Nesta semana, a ONU lançou um apelo financeiro de US$ 415 milhões para o Nepal e até agora, foram doados US$ 53 milhões.

Hospitais

Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 14 mil pessoas ficaram feridas após o terremoto. Equipes da OMS e do Ministério da Saúde visitaram 12 dos distritos mais afetados e descobriram que em quatro localidades, os hospitais foram completamente destruídos ou não têm condições de funcionar.

A OMS afirmou que apesar da falta de medicamentos, existem médicos e enfermeiros suficientes para tratar os pacientes. Grávidas e crianças estão entre as prioridades da agência e outra preocupação é evitar casos de diarreia.

O terremoto causou danos ao abastecimento de água e existe risco da população beber água contaminada. As condições em abrigos temporários também aumentam as chances de casos de diarreia, de acordo com a OMS.

Por isso, a agência e o governo começaram a distribuir entre os desalojados tabletes de cloro para a água, sabonete e toalhas. A OMS também instalou fossas e banheiros químicos nos acampamentos para desabrigados.

 

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